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Polícia22/01/2020 | 10h05Atualizada em 22/01/2020 | 11h08

Identificados adolescentes mortos em operação da Brigada em Caxias

Jovens de 14 e 17 anos estavam em um apartamento no bairro Cruzeiro

Identificados adolescentes mortos em operação da Brigada em Caxias Jeferson Ageitos/Agência RBS
Jovens de 14 e 17 anos estavam em um apartamento no bairro Cruzeiro Foto: Jeferson Ageitos / Agência RBS

Os adolescentes mortos a tiros durante uma operação do Batalhão de Choque da Brigada Militar (BPChoque) em Caxias do Sul foram identificados como Rafael Machado Ribeiro, 17 anos, e Alceu Henrique da Silva de Abreu, 14. O caso ocorreu por volta das 22h desta terça-feira (21) em um apartamento na Rua José Bonifácio, no bairro Cruzeiro.

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De acordo com a Brigada Militar (BM), policiais da Agência Regional de Inteligência receberam denúncias anônimas de que suspeitos estariam traficando drogas no apartamento. Uma equipe de quatro policiais, então, foram até o bairro e localizaram os suspeitos dentro do prédio. O comando do BPChoque confirma que os suspeitos não atiraram, mas ressalta que os policiais estavam diante da iminência do perigo em função de os adolescentes estarem armados e, por isso, a polícia disparou.

Foto: Brigada Militar / Divulgação

Ainda de acordo com a BM, os adolescentes integrariam uma quadrilha responsável pela autoria de homicídios registrados na Serra.  No entanto, não há detalhes de quando ocorreram essas mortes ou em quais municípios. Conforme a  BM, circularam nas redes sociais fotos de pelo menos um dos jovens ostentando armas. 

No apartamento, a polícia apreendeu duas pistolas, coletes balísticos, munição de diversos calibres, touca ninja, carregadores, seis aparelhos de celular e duas porções de maconha, além de R$ 1.190 em dinheiro.

Foto: Brigada Militar / Divulgação

CASO SERÁ INVESTIGADO PELA DPCA 

De acordo com a Polícia Civil, em princípio, um dos adolescentes foi atingido por quatro tiros e o outro por três disparos; este dado, porém, ainda precisará ser confirmado pela perícia.

O caso será investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O titular da DPCA, Caio Márcio Fernandes, explica que o inquérito demanda a análise de uma série de perícias para avaliar o contexto das mortes: 

— Há indícios de que ação da BM foi legítima. Esses indícios apontam para legítima defesa, que houve ação em revide por parte da polícia. 

Questionado sobre os adolescentes estarem armados, o delegado ressalta que a polícia está analisando, mas caso confirmado a informação ficará em sigilo, em função da lei de abuso de autoridade

— Vamos apurar a origem das drogas, armas e munições. Estamos analisando, mas assim que soubermos essa informação vai ficar em sigilo devido a legislação de abuso de autoridade.

Rua tranquila

A reportagem conversou com três moradores, que tiveram a identidade preservada. Eles ficaram surpresos e não imaginavam que alguém que morava na vizinhança pudesse ter envolvimento com o crime. Os vizinhos afirmaram ainda que a rua é tranquila e que não conheciam os adolescentes.

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