Homem é condenado a 14 anos de prisão por matar idoso em bar de Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro

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Justiça16/01/2020 | 15h03Atualizada em 16/01/2020 | 15h22

Homem é condenado a 14 anos de prisão por matar idoso em bar de Caxias do Sul

Outros dois réus foram absolvidos por falta de provas

Homem é condenado a 14 anos de prisão por matar idoso em bar de Caxias do Sul Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Os jurados de Caxias do Sul sentenciaram um réu e absolveram os outros dois acusados pelo assassinato de José Vilson Maria de Lima , 65 anos, em júri realizado nesta quinta-feira (16). O único culpado foi Eduardo Alan Borges, que assumiu a autoria dos tiros e foi condenado a 14 anos e oito meses de reclusão por homicídio qualificado e lesão corporal. A sentença foi proferida às 12h45min. 

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O crime aconteceu dentro do Zumbicos Bar, no bairro Primeiro de Maio, no dia 15 de março de 2018. Conforme denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado pela rivalidade entre grupos criminosos que disputam espaço para venda de drogas. Lima estava sentado no bar quando foi atingido por quatro disparos de arma de fogo no tórax. No momento do ataque, o idoso conversava com um homem, que foi ferido por estilhaços provocados pelos tiros. 

 Os outros dois réus eram Jordi Pereira Mesquita, descrito como motorista do Chevette branco visto por testemunhas, e Gabriel Anacleto da Silva, que teria premeditado e acompanhado o homicídio. O trio foi capturado pela Brigada Militar (BM) horas após o crime e ficou um ano e 10 meses recolhido em prisão preventiva.

— Um dos réus (Borges) assumiu a autoria. A vítima que foi atingida por estes estilhaços, no depoimento em juízo, relatou que apenas um indivíduo havia entrado no bar e atirado. Não haviam provas de que os outros dois réus estavam presentes ou que tiveram algum envolvimento. Eles foram absolvidos e terão a soltura expedida — aponta o defensor público Cláudio Covatti, que atuou na defesa dos três réus.

Nem o Ministério Público e nem a defesa devem recorrer da sentença. O promotor Gilson Borguedulff Medeiros aponta que os jurados acataram o que foi recomendado pela acusação.

— Pedimos a absolvição (dos dois réus) porque não havia prova suficiente da participação deles. A prisão preventiva é porque havia indício, suspeitas dessa participação deles, mas sem elementos suficientes para a condenação — explica o representante do MP. 

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