Testemunha viu pote com ácido na casa de homem que matou  venezuelana em Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro

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Meio cruel13/12/2019 | 21h38Atualizada em 14/12/2019 | 08h58

Testemunha viu pote com ácido na casa de homem que matou  venezuelana em Caxias do Sul

Ariana Figuera teve 19% do corpo queimado 

Testemunha viu pote com ácido na casa de homem que matou  venezuelana em Caxias do Sul Porthus Junior/Agencia RBS
Deivis Lobato Braga, autor confesso do assassinato, trabalhou em empresas de produtos químicos Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Uma testemunha afirma ter visto um pote de vidro com ácido na casa de Deivis Lobato Braga, 36 anos, autor confesso do feminicídio de Ariana Victoria Godoy Figuera, 24. Essa foi uma das informações que embasaram o pedido de prisão preventiva contra o homem, que foi encaminhado a um presídio de Caxias do Sul, nesta sexta-feira (13). 

Conforme prontuário médico, Ariana teve 19% do corpo atingido por queimaduras de 3º grau em razão do uso de ácido, que atingiu a face e o tórax. Ela morreu por volta das 7h desta sexta-feira (13) no Hospital Pompéia. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) não confirma a informação de que Ariana foi atingida por ácido, pois o laudo sobre as causas da morte e a substância empregada por Deivis ainda não está concluído. 

Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

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Um familiar de Ariana esteve na casa de Deivis, no bairro Desvio Rizzo, dias antes do crime. O familiar viu um pote de vidro com um líquido no chão e se aproximou para ver o que era, momento em que foi repreendido por Deivis. O homem havia mencionado que havia ácido no pote e mostrou um braço queimado com o produto. Supostamente, teria sido esse mesmo pote que Deivis carregava na noite de quinta-feira (12) quando atacou Ariana no portão da casa dela e fugiu.

Socorrida por familiares, Ariana mencionou que foi Deivis quem havia atirado o líquido nela. 

Uma hipótese é que o produto possa ter sido retirado ilegalmente de uma empresa de produtos de limpeza, onde Deivis trabalhou por cerca de três semanas, o que não está confirmado. Durante a investigação realizada nesta sexta-feira, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) buscou informações com o proprietário da fábrica. O empresário relatou que Deivis trabalhava no setor de carga e descarga, mas não tinha acesso ao local onde os produtos eram armazenados. O empresário não soube apontar a origem do ferimento no braço do ex-funcionário.

O mandado de prisão foi expedido não apenas pelo motivo cruel do crime, mas porque era a grande possibilidade de fuga de Deivis, uma vez que é de outro Estado. 

O velório de Ariana está previsto para começar às 6h deste sábado (14) na Capela Mortuária do Cemitério Público Municipal Rosário II. O sepultamento está marcado para as 15h30min do mesmo dia no mesmo cemitério. 

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