Perfil genético de apenados de Caxias do Sul é coletado para investigações de crimes - Polícia - Pioneiro

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Tecnologia04/12/2019 | 17h39Atualizada em 04/12/2019 | 17h39

Perfil genético de apenados de Caxias do Sul é coletado para investigações de crimes

DNA poderá ser comparado com vestígios em cenas de assassinatos, por exemplo

Perfil genético de apenados de Caxias do Sul é coletado para investigações de crimes Susepe/divulgação
Apenados cederam amostra da saliva Foto: Susepe / divulgação
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Para garantir a investigação de crimes antigos, atuais e futuros, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) coletou amostras genéticas de 783 pessoas que cumprem pena nos dois presídios de Caxias do Sul

Em todo o sistema prisional gaúcho, foi possível armazenar o perfil de 4.292 apenados, 43% a mais do que o previsto. O número supera a meta para o biênio 2018/2019. 

Somente na Serra, as equipes fizeram 1,3 mil coletas em quatro dias, segundo Gustavo Kortmann, chefe da Divisão de Genética Forense do IGP. Com a meta alcançada, o governo do Estado receberá 5% da verba prevista do Fundo Nacional de Segurança Pública. O valor não está definido. 

A coleta e inserção de perfis genéticos são fundamentais para investigações de crimes. Conforme o instituto, o DNA pode ser comparado com amostras colhidas em local de assassinatos ou em vítimas, por exemplo, fornecendo a prova necessária para incriminar ou inocentar um acusado. Só foram coletadas amostras da saliva de pessoas que cumprem pena. A legislação na prevê o procedimento em caso de prisão preventiva ou temporária. 

— A coleta está ampara em lei e oficiamos a Justiça e a direção das casas prisionais. Ao inserir o perfil coletado, será possível confrontar com um banco de dados. Por exemplo, caso alguém tenha deixado algum vestígio na cena de um crime que tenha compatibilidade com o perfil cadastrado, o banco vai nos avisar. Emitiremos um laudo que será encaminhado para a polícia — diz Kortmann. 

A atividade na Serra envolveu servidores dos Postos de Criminalística e Postos Médico-Legal de Caxias do Sul, Vacaria e Bento Gonçalves. Eles foram treinados para a tarefa e percorreram as cadeias para reunir o material.

Conforme o IGP, depois que a saliva é coletada, ela é processada no Laboratório de Genética Forense em Porto Alegre, para que o perfil genético seja conhecido. O DNA é enviado para a Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos, formada pelos bancos de 19 Estados e da Polícia Federal. A meta é incluir, até 2022, o perfil genético de todos os condenados por crimes dolosos no Brasil.

O IGP informa que a maior parte das coletas aconteceu em presídios e penitenciárias de 14 municípios do interior do Estado, com um total de 2.327 amostras. Já entre os presos que cumprem pena com tornozeleira eletrônica do regime semiaberto no Instituto Penal Padre Pio Buck, em Porto Alegre, o trabalho atingiu 1.908 apenados. A equipe também atendeu solicitações de juízes para coleta em presídios específicos para comparação em algum caso. 

O Fundo Nacional de Segurança Pública é formado por recursos das loterias e encaminha verbas para projetos, atividades e ações nas áreas de segurança pública e de prevenção à violência. Além de garantir recursos para o Estado, o IGP terá o estoque de insumos necessários para a continuidade do trabalho. A meta pro ano que vem é de cadastrar mais três mil condenados.

 PERFIS REGISTRADOS NA SERRA

Penitenciária Estadual de Caxias do Sul - 557
Presídio Regional de Caxias do Sul -  226
Presídio Estadual de Vacaria - 177
Presídio Estadual de Bento Gonçalves - 182
Presídio Estadual de Guaporé - 60
Presídio Estadual de Nova Prata - 60

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