Idosa perde R$ 7,4 mil em golpe do bilhete premiado em Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro

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Estelionato11/12/2019 | 09h36Atualizada em 11/12/2019 | 09h36

Idosa perde R$ 7,4 mil em golpe do bilhete premiado em Caxias do Sul

Ela foi abordada em frente à sua residência, no bairro Nossa Senhora de Lourdes

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Um mulher de 67 anos foi vítima de estelionato e perdeu R$ 7,4 mil após cair no golpe do bilhete premiado em Caxias do Sul. O crime ocorreu por volta das 11h30min desta terça-feira (10).

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Segundo o boletim de ocorrência, a idosa foi abordada por uma mulher em frente à sua residência na Rua Pinheiro Machado, no bairro Nossa Senhora de Lourdes, que alegava ter um bilhete premiado. Após uma conversa inicial, um homem apareceu e afirmou que os números do bilhete tinham sido premiados.

De acordo com o registro policial, ele acompanhou a idosa até agências de vários bancos. Lá, a ela realizou diversos saques totalizando a quantia de R$ 7,4 mil. O valor foi entregue à dupla, que desapareceu depois do último saque.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, a idosa entregou à mulher seu celular como "garantia" pelo bilhete. Segundo a idosa, o homem tinha cabelo curto e castanho, era branco, baixo, narigudo e aparentava ter 40 anos; a mulher também era branca e tinha estatura mediana, o cabelo castanho e aparentava ter 38 anos.

CONFIRA COMO FUNCIONA O GOLPE DO BILHETE PREMIADO:

1. O primeiro a aparecer é o "coitado", que é uma pessoa malvestida, de fala simples e que se diz do interior. Na Serra, é mais comum a figura do colono. É ele quem escolhe o alvo (a preferência é por pessoas idosas caminhando distraidamente) e o aborda, pois está procurando por algo, seja um endereço ou uma pessoa, e precisa de ajuda. A missão do coitado é despertar o sentimento de pena na vítima.

2. Apenas após conquistar a simpatia da vítima, o "coitado"conta sobre o bilhete premiado. É neste momento que o segundo "ator" aparece. Ele é uma "pessoa de bem", que está bem vestida (geralmente de terno), tem boa fala e se apresenta como um advogado ou outra profissão de respeito. Ele oferece ajuda para o "coitado", que demonstra gratidão e oferece uma recompensa a estas duas pessoas que estão prestando o auxílio.

3. Existem várias desculpas inventadas pelos golpistas, mas a mais comum é que o "coitado"não tem documentos para retirar o prêmio e, por isso, precisa de ajuda para fazer o saque. A "pessoa de bem" intervém e sugere uma prova de confiança. Os três entram no carro da "pessoa de bem"— um veículo grande e bonito — e ele busca uma maleta com muito dinheiro — que é falso.

4. Na sequência, é a vez da vítima provar que é confiável e, para isso, os golpistas a levam até em casa ou no banco para buscar suas economias. Os estelionatários, inclusive, recomendam para a vítima dizer no caixa do banco que quer tirar o dinheiro para uma reforma ou comprar remédios. Os criminosos não entram no banco, afinal este tem câmeras.

5. Após terem certeza que a vítima não tem mais dinheiro para oferecer, o que pode levar horas de "convivência", o "coitado" começa a passar mal. A intenção é que a vítima desça do carro e deixe o dinheiro. Para isso, os golpistas sugerem a compra de uma água, comida ou remédio.

6. Quando a vítima retorna, os golpistas já fugiram. Muitos demoram para entender que foram vítimas de golpes. Por vergonha, diversos golpes não são denunciados à polícia, o que dificulta a identificação e prisão dos estelionatários.  

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