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Feminicídio19/11/2019 | 13h52Atualizada em 19/11/2019 | 13h53

Protesto em Caxias pede justiça no caso de assassinato de mulher no bairro Desvio Rizzo

Cerca de 30 pessoas participaram do protesto

Protesto em Caxias pede justiça no caso de assassinato de mulher no bairro Desvio Rizzo Lucas Amorelli/Agencia RBS
Cerca de 30 pessoas participaram do protesto Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Cerca de 30 manifestantes se reuniram em frente ao Palácio da Polícia e seguiram em direção ao fórum de Caxias do Sul no final da manhã desta terça-feira (19) para pedir justiça no caso do assassinato da funcionária pública Ereni dos Santos, 42 anos. Ela foi morta no último dia 11, quando foi atingida por disparos de arma de fogo na Rua Avelino José Lora, no bairro Desvio Rizzo, onde morava e trabalhava em uma escola. O principal suspeito do crime é o ex-marido dela.

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Com uma faixa e camisetas brancas com o rosto da vítima estampado, os manifestantes gritaram por justiça, fizeram apitaço e pediram pena máxima para o assassino. Enquanto se deslocavam pelas ruas, outras pessoas demonstravam apoio ao protesto. Deivid Ilha, que preside o Círculo de Pais e Mestres (CPM) da escola onde Ereni trabalhava e ajudou a organizar a manifestação, diz que a comunidade está mobilizada para que o caso não caia no esquecimento e que ocorra justiça.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 19/11/2019Protesto contra o feminicídio sai da praça Dante até o Forum.(Lucas Amorelli/Agência RBS)
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Além de moradores do bairro e colegas de trabalho de Ereni, familiares também participaram da manifestação. Entre eles, estavam os pais dela, Henrique, 70 anos, e Helena, 69 anos, que moram em Capão do Cipó, no Centro do Estado. Irmã dela, Dilce dos Santos, 34, conta que deixou o emprego para cuidar do filho mais novo de Ereni, 4 anos. A filha, de 13 anos, está morando com outra irmã.

— A gente está tentando readaptar a vida, reorganizar tudo, para que fique da melhor forma possível — comenta. 

— Eu espero que a justiça seja feita. E às mulheres que estão em casa: não se calem, lutem, denunciem e não se acovardem diante de ameaças. As pessoas se acham donas das outras. Isso não pode acontecer — aconselha.

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