Assassino confessa morte e diz que surtou ao atirar em ex-mulher em Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro

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Feminicídio19/11/2019 | 14h33Atualizada em 19/11/2019 | 15h09

Assassino confessa morte e diz que surtou ao atirar em ex-mulher em Caxias do Sul

José Waldemar Engelmam foi preso nesta terça-feira

Assassino confessa morte e diz que surtou ao atirar em ex-mulher em Caxias do Sul Lucas Amorelli/Agencia RBS
Familiares e amigos protestaram em frente a Delegacia da Mulher nesta terça-feira (19) Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

José Waldemar Engelmam, 62 anos, confessou que matou a ex-mulher Ereni dos Santos, 42 anos, na semana passada. O investigado se apresentou à Polícia Civil, prestou depoimento e foi preso preventivamente nesta terça-feira (19). À polícia, ele alegou estar transtornado desde a separação do casal, há alguns meses.

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 A funcionária pública municipal foi morta no dia 11, baleada dentro do próprio carro. O ex-marido sempre foi o principal suspeito do crime. Em abril do ano passado, após alegar sofrer ameaças do ex-marido, Ereni solicitou medida protetiva na Vara de Violência Doméstica, decretada no dia 24 de abril de 2018. Em 27 de maio deste ano, a medida protetiva a favor de Ereni foi prorrogada.

Na confissão nesta terça-feira, Engelmam admitiu que, por vezes, buscava e entregava os dois filhos à ex-esposa, desrespeitando a medida protetiva em vigor. O investigado argumentou que estava, desde então, com dificuldades para dormir e que chorava de saudades da família.

O estopim para o crime teria sido uma audiência de conciliação na Vara de Família, no dia da morte. Após o encontro, Engelmam perambulou pela cidade até que avistou o carro da ex-esposa no bairro Desvio Rizzo. O homem confessou que colidiu contra a traseira do automóvel e que "surtou", desceu do automóvel e atirou contra a mulher.

A arma utilizada, segundo o depoimento, foi adquirida há mais de 20 anos e sempre ficava na caminhonete do assassino. Engelmam relatou à polícia que tentou o suicídio após o feminicídio, mas o revólver já estava sem munição. O investigado também contou que abandonou a caminhonete e a arma após o crime.

Com a confissão e a prisão preventiva, o caso deverá ser encerrado na Polícia Civil em 10 dias.

— Estamos bem adiantados (na investigação). Falta apenas uma perícia do veículo apreendido na semana passada e outros laudos. Ele confessou que atirou e as provas estão bem contundentes — resume a delegada Carla Zanetti, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

Relembre o crime

Ereni foi baleada dentro do próprio carro na Rua Avelino José Lora, no Desvio Rizzo, no dia 11 de novembro. Os disparos foram efetuados pelo motorista de uma caminhonete Blazer, que seria o ex-marido da vítima. Horas antes do crime, Ereni e Engelmam  participaram de uma audiência de conciliação no Fórum. O processo abordava o reconhecimento da união estável do casal, a guarda de dois filhos e a partilha de bens.

No encontro com a presença de juiz, promotor de Justiça e advogados, não houve nenhuma discussão ou sinais de agressão por parte do homem. O Fórum informou que Ereni tinha medida protetiva contra o investigado, o que impedia a aproximação dele. Em setembro, ela havia desistido de processá-lo por ameaça.

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