Produtor rural paga exame de DNA para comprovar posse de vaca nos Campos de Cima da Serra - Polícia - Pioneiro

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Receptação14/10/2019 | 11h17Atualizada em 14/10/2019 | 11h19

Produtor rural paga exame de DNA para comprovar posse de vaca nos Campos de Cima da Serra

Animal sumiu em maio e comparação genética foi fundamental para a investigação da Polícia Civil

Produtor rural paga exame de DNA para comprovar posse de vaca nos Campos de Cima da Serra Polícia Civil / Divulgação/Divulgação
Animais "desaparecidos" estavam entre o rebanho de pecuarista da mesma região Foto: Polícia Civil / Divulgação / Divulgação

Um produtor rural de Pinhal da Serra, nos Campos de Cima da Serra, decidiu pagar um exame de DNA para comprovar que uma vaca sua ​havia sido furtada e estava em meio ao gado de uma ​outra produtora. O suposto furto de uma vaca da raça charolês, e de um terneiro, foi registrado na Polícia Civil, porém, segundo a Justiça, o animal não possuía uma marca que pudesse comprovar quem era o seu dono. Com a comprovação genética, então, a vaca e o terneiro foram restituídos ao proprietário e a produtora autuada por receptação.  

O caso inusitado aconteceu na localidade de Porteira do Pinhal, em maio deste ano, e foi acompanhado pelo delegado Vitor Fernando Boff, que responde pela Delegacia de Esmeralda. Naquele mês, o produtor rural registrou o boletim de ocorrência comunicando o suposto furto e relatando ter visto os animais em meio ao gado de uma produtora da região. Ele chegou a procurar a mulher, mas ela não quis devolver a vaca e o terneiro.

Como a vaca fora um presente de seu pai, o produtor rural propôs arcar com os custos de exame de DNA para comparação do material genético da vaca e do terneiro furtados com o de um animal da mesma família. Diante dessa possibilidade, a Polícia Civil representou por um mandado de busca e apreensão para coleta do material genético, que foi deferida pela Justiça.

O exame foi realizado em um laboratório de Araçatuba (SP) e o resultado, divulgado neste mês, comprovou o vínculo genético alegado pelo produtor rural. A Polícia Civil, assim, restituiu os animais ao legítimo proprietário. A produtora foi indiciada pelo crime de receptação. 

— O caso foi tratado como furto, pois as propriedades não são próximas. A mulher (investigada) foi indiciada por receptação porque não há provas de que foi quem furtou, mas sim que ela estava com os animais furtados — explica o delegado regional Carlos Alberto Defaveri.

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