"Ele dizia para eu ficar quieta", relata refém de homem que matou jovem em Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro

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Assassinato20/10/2019 | 17h09Atualizada em 20/10/2019 | 17h48

"Ele dizia para eu ficar quieta", relata refém de homem que matou jovem em Caxias do Sul

Mulher encontrada morta em casa no Centro foi asfixiada, indica exame preliminar

"Ele dizia para eu ficar quieta", relata refém de homem que matou jovem em Caxias do Sul Rosane Neitzke / Divulgação/Divulgação
Foto: Rosane Neitzke / Divulgação / Divulgação
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Morta na tarde da última sexta-feira (18) em Caxias do Sul,  Nayara Medeiros de Mello, 20 anos, foi asfixiada, segundo conclusão preliminar do exame de necropsia. O corpo da jovem foi encontrado no quarto de uma residência na Rua Vinte de Setembro, no Centro, momento depois do crime, por volta das 18h, sem sinais visíveis de violência. O autor fugiu do local e ainda não foi identificado pela polícia.

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Conforme o delegado plantonista Ives Trindade, Nayara morava em Santa Maria e chegou a Caxias do Sul na sexta-feira, quando se hospedou na casa, localizada a duas quadras da rodoviária.

Segundo Trindade, o autor do crime chegou no local por volta das 17h e foi recebido por Nayara. Em seguida, os dois foram para um quarto. Uma hora mais tarde, o homem saiu do cômodo e perguntou às três mulheres que estavam na cozinha onde ficava o banheiro. No caminho, ele sacou uma faca e rendeu uma das mulheres e a levou até o quarto onde estava o corpo.

— Quando cheguei lá, vi que a menina já estava morta. Ele dizia “fica quieta, se não vou te matar” —  relata a vítima, de 40 anos, que solicitou à reportagem para não ser identificada.

A testemunha relata que, quando viu o corpo, começou a brigar com o agressor e foi derrubada no chão. Com o barulho, as outras mulheres que estavam na casa foram para a rua gritar por socorro. Na confusão, o homem acabou fugindo, levando junto a faca.

— Eu nunca tinha visto ele e não sei informar se ele já conhecia ela (Nayara) — completa a mulher.

De acordo com os relatos, as outras mulheres que estavam na casa não ouviram gritos ou pedidos de socorro de Nayara enquanto ela estava no quarto com o autor do crime. Um homem que estava no andar inferior da moradia relatou à reportagem que ouviu gritos, mas não soube dizer se eram de Nayara ou das outras pessoas.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Desaparecidos de Caxias do Sul.

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