Técnica de enfermagem que socorreu mulher morta a facadas em Caxias conta os momentos de terror - Polícia - Pioneiro

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Entrevista12/09/2019 | 17h49Atualizada em 12/09/2019 | 17h51

Técnica de enfermagem que socorreu mulher morta a facadas em Caxias conta os momentos de terror

Dois homens participaram do assassinato de Eliane Mazzochini

Técnica de enfermagem que socorreu mulher morta a facadas em Caxias conta os momentos de terror Facebook/Reprodução
Considerada uma funcionária exemplar, ela trabalhava como tecelã e tinha um bom relacionamento com todos no trabalho Foto: Facebook / Reprodução

A técnica de enfermagem Sandra Emilda Rosa da Silva, 52 anos, foi uma das primeiras pessoas a prestar socorro à  Eliane Paula Mazzochini, 45 anos, morta a facadas na manhã desta quinta-feira (12) próximo de uma parada de ônibus no bairro Sanvitto, entre a empresa Cassol e o MartCenter, em Caxias. Eliane foi vítima de latrocínio - roubo seguido de morte - , quando ia para o trabalho: ela desceu de um ônibus do transporte coletivo na Rua Carlos Cesa, no loteamento  Sanvitto, por volta das 5h50min, quando foi abordada. O suspeito de ter matado mulher a facadas foi preso em Caxias do Sul.

Quando Sandra e mais duas colegas desembarcaram do ônibus da linha Cidade Nova, por volta das 5h40min, para embarcar em uma van que as levaria para o trabalho, no Hospital Tacchini, em Bento Gonçalves, se deparou com uma cena de horror. Confira trechos da entrevista:

O que aconteceu quando vocês desceram do ônibus de transporte coletivo?
Sandra Emilda Rosa da Silva: Percebemos que um homem estava golpeando uma mulher. Quando nos aproximamos, ele saiu correndo e passou por nós com uma faca na mão.

Deu para perceber quantos assaltantes...?
Eram dois. Quando ela (a vítima) começou a gritar, um saiu correndo e o outro ficou esfaqueando.

Vocês tentaram socorrer a mulher?
Sim. Ela ainda estava de pé. Quando a pegamos, ela desmaiou. Aí a deitamos no chão e percebemos que estava sangrando muito. Quando levantamos a blusa, notamos um ferimento grave embaixo da mama esquerda. Tentamos estancar o sangue. Foi quando ela começou a se debater.

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Outras pessoas chegaram para ajudar?
Sim. Veio o pessoal do posto e o dono da Malharia Gida (onde ela trabalhava). Todos começaram a ligar para a polícia e para o Samu. Foram mais de 10 ligações...

Você chegou a falar com os enfermeiros do Samu, por telefone?
Sim, passei todas as coordenadas: que tinha sido com arma branca, que estava sangrando, com a pressão baixa. Disse ao atendente que precisávamos de socorro urgente.

Quanto tempo demorou para o Samu chegar?
Não tenho certeza, mas demorou. Acho que chegaram por volta das 6h, uns 20 minutos depois.

Cogitaram a possibilidade de levá-la ao hospital de carro?
Sim, mas achamos que era muito grave e que poderíamos piorar a situação. Eu só queria salvá-la e o Samu não chegava... Tentei agir como profissional, tentando fazer o sangue parar, vendo o pulso. Lidamos com esse tipo de situação todos os dias no hospital, mas foi difícil.

A bolsa dela ficou no local do crime?
Sim. Ela estava com uma sacola cheia de frutas e comida.

Ficou o medo de voltar ao mesmo local todos os dias para pegar a van?
Um pouco. Fica a ansiedade e o medo pela insegurança.

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