Muro coberto e câmeras de segurança: operação da polícia desmonta forte do tráfico em Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro

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"Fortaleza do tráfico"16/09/2019 | 17h56Atualizada em 16/09/2019 | 19h59

Muro coberto e câmeras de segurança: operação da polícia desmonta forte do tráfico em Caxias do Sul

A residência era monitorada pela Polícia Civil há um mês, em colaboração com a Brigada Militar


 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL (16/09/2019)Operação da Polícia Militar contra o tráfico no Bairro Santa Fé. (Antonio Valiente/Agência RBS)
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

Uma operação policial conjunta desmontou uma casa que foi construída e equipada para ser ponto de tráfico de criminosos em Caxias do Sul. Na tarde desta segunda-feira (16), a ação na residência, que fica na Zona Norte e que era considerada "impenetrável" pelos traficantes, prendeu duas mulheres com 96 pedras de crack e 40 buchas de cocaína.

A fortaleza fica em um barranco na Rua dos Funileiros, no bairro Belo Horizonte, e só pode ser acessada por uma escadaria que leva até uma porta de ferro. O muro é coberto por cerca serpentina. Um sistema de câmeras monitorava o movimento da rua, o portão e os fundos da moradia.

— Era uma casa meio blindada. Eles (traficantes) achavam que a polícia nunca entraria. O portão era reforçado com diversas travas. Tinha cerca por todo lado. Era um ponto de tráfico bem estruturado — ressalta o delegado Adriano Linhares, que participou da ação desta segunda-feira.

Foto: Polícia Civil / Divulgação

A residência era monitorada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) há um mês, com colaboração do setor de inteligência do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM). O forte foi construído por uma facção, segundo a polícia.

— O usuário (de drogas) tocava o interfone, o portão era aberto. Aí ele acessava uma antessala e a droga era vendida por uma escotilha. (O usuário) não entrava na casa. Era uma logística boa, mas não deu certo — diz Linhares.

Advogado nega que casa seja fortaleza do tráfico

O advogado Fernando Alves, que acompanhou o registro da prisão em flagrante, negou que a residência fosse um ponto de venda de drogas. Ele foi acionado pela mãe de uma das presas. A jovem estaria morando na casa há pouco tempo.

— A quantidade de droga não corresponde a um ponto de tráfico. Pelo que vi, não tem nem 8 gramas de cocaína.  Como ainda não tive acesso aos autos, e não sabemos nada sobre a investigação, preferimos não nos manifestar neste momento — afirma o defensor.

As presas, de 29 e 23 anos, não tiveram a identidade divulgada pela Polícia Civil.

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