"É um crime que assusta, nos faz ter medo", lamenta colega que trabalhava com mulher morta a facadas em Caxias - Polícia - Pioneiro

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Comoção 12/09/2019 | 10h57Atualizada em 12/09/2019 | 16h52

"É um crime que assusta, nos faz ter medo", lamenta colega que trabalhava com mulher morta a facadas em Caxias

Ela levou quatro facadas no abdômen logo depois de descer do ônibus, no início da manhã desta quinta (12)

"É um crime que assusta, nos faz ter medo", lamenta colega que trabalhava com mulher morta a facadas em Caxias Facebook/Reprodução
Considerada uma funcionária exemplar, ela trabalhava como tecelã e tinha um bom relacionamento com todos no trabalho Foto: Facebook / Reprodução

O clima era de comoção e tristeza na malharia onde Eliane Paula Mazzochini, 45 anos, trabalhava há três anos. Os 45 funcionários foram dispensados na manhã desta quinta-feira (12), depois que ela foi morta com quatro facadas no abdômen após descer de um ônibus do transporte coletivo na RSC-453, em Caxias do Sul. De acordo com as primeiras informações, ela estava indo ao trabalho no momento do crime, que ocorreu na Rua Carlos Cesa, no loteamento Sanvitto, por volta das 5h50min.

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Pela manhã, os colegas estavam muito abalados e ainda sem entender o que tinha acontecido com Eliane. Considerada uma funcionária exemplar, ela trabalhava como tecelã e tinha um bom relacionamento com todos no trabalho, segundo um colega, que preferiu não se identificar:

— Não temos clima para trabalhar. É um momento em que todos pensamos o mesmo: saímos de casa no começo do dia com a esperança de voltar bem à noite. Poderia ter acontecido com qualquer pessoa. Infelizmente, qualquer um de nós pode passar por isso, já que é uma questão de segurança pública. É um crime que assusta e nos faz pensar, aflora um sentimento de medo. Estamos abalados. 

Ele afirma que a empresa vai apoiar a família no que for preciso.

— Vamos prestar todo o suporte necessário à família para ajudá-los a passar por essa situação tão triste. Tentamos manter a calma, mas o momento é delicado e de intensa dor _ lamenta. 

De acordo com o boletim policial, Eliane foi atacada logo ao descer do ônibus. Ela teria resistido à abordagem de um homem e foi golpeada no lado esquerdo do abdômen. Ela chegou a ser socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu ao ferimentos e morreu a caminho do hospital.

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