Após vídeos com fuzil, Polícia Civil cogita transferências de líderes de facção para cadeias de maior segurança - Polícia - Pioneiro

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Investigação23/09/2019 | 17h21Atualizada em 23/09/2019 | 17h21

Após vídeos com fuzil, Polícia Civil cogita transferências de líderes de facção para cadeias de maior segurança

Na sexta-feira, três homens e um adolescente foram flagrados com uma submetralhadora

Após vídeos com fuzil, Polícia Civil cogita transferências de líderes de facção para cadeias de maior segurança Reprodução/WhatsApp
Foto: Reprodução / WhatsApp

Após o flagrante de três homens e um adolescente com uma submetralhadora e outras três armas, a Polícia Civil quer identificar os líderes desta facção criminosa que fez ameaças a rivais de Caxias do Sul por vídeos nas redes sociais. A suspeita é que o bando esteja envolvido em homicídios e as ordens venham de dentro do sistema prisional. Caso comprovado, a Polícia Civil deve sugerir a transferência destes apenados para presídios de maior segurança.

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O grupo flagrado é alvo de dois inquéritos policiais. No primeiro, eles são suspeitos de dois dos três assassinatos entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira. A Delegacia de Homicídios irá solicitar perícia nas armas apreendidas para confirmar a participação nesta e em outras execuções.

— Na ocorrência, há um relato apontando o envolvimento (do grupo) em um dos homicídios (do final de semana). Os calibres (das armas) são compatíveis com dois casos, então iremos remeter para perícia. Também iremos analisar cada caso dos últimos meses para ver se há alguma compatibilidade — aponta o delegado Rodrigo Kegler Duarte.

O grupo é suspeito das execuções de Vagner Ferreira Gomes, 20 anos, no bairro Belo Horizonte, e Bruno Marques Antunes, 22, no Reolon. Em ambos os crimes, os assassinos se aproximaram em um automóvel (possivelmente um Logan) e efetuaram diversos disparos de calibres .12 e 9mm contra os  alvos.

O terceiro assassinato do final de semana foi a morte de Leandro Sidnei Pires, 37, que foi encontrado morto na portaria do condomínio Campos da Serra. Neste caso, a Delegacia de Homicídios acredita que a motivação tenha sido pessoal e aguarda pela apresentação espontânea de um suspeito. Conforme o registro policial, a mãe do autor estava na cena do crime e afirmou que o filho se apresentaria com um advogado.

Polícia Civil acredita que há mais envolvidos no vídeo

O segundo inquérito é sobre organização criminosa que foi instaurado após a divulgação dos vídeos nas redes sociais. Nas gravações, três criminosos apresentam diversas armas e fazem ameaças para quem vende drogas ou promove o jogo do bicho na Zona Norte sem a autorização da facção. Eles se intitulam "Guris do C", em referência a galeria da Penitenciária Estadual no Apanhador que seria a base da facção em Caxias do Sul.

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) exalta a apreensão feita pela Brigada Militar na sexta-feira e confirma que são as mesmas armas que aparecem nos vídeos. Os flagrados, contudo, podem não ser os mesmos que aparecem nas gravações. Antes a prisão, a Polícia Civil tinha informações que apontavam para outros suspeitos.

— Iremos continuar investigando, mas, em princípio, não seriam os mesmos. Também continuamos buscando as demais armas e a identificação de todos os integrantes dos grupos e a função de cada um. Queremos saber quem são os mandantes. Já temos uma ideia do tamanho deste grupo — afirma o delegado Adriano Linhares.

O objetivo principal da Draco é identificar os mandantes deste grupo criminoso. A suspeita é que eles já estejam recolhidos no sistema penitenciário e o delegado Linhares não descarta um pedido de transferência.

— Todos serão responsabilizados. Seja os que aparecem nos vídeos ou os que estão no sistema prisional gerenciando o crime. Estes que já estão presos podem ser transferidos (para cadeias de segurança mais alta), pois estão mostrando que o sistema prisional a que estão segredados hoje não é adequado para as suas ações.

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