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Feminicídio29/08/2019 | 09h48Atualizada em 29/08/2019 | 09h48

Homem é julgado por matar esposa a facadas no interior de Garibaldi

Júri acontece oito meses após o crime

Homem é julgado por matar esposa a facadas no interior de Garibaldi Acervo pessoal/
Jocelaine era natural de Nova Palma, na Região Central, e morava com Mariani há cerca de seis meses Foto: Acervo pessoal

Oito meses após o crime, Geraldo Mariani, 56 anos, é julgado por matar a esposa Jocelaine de Paula Neto, 45, no interior de Garibaldi. O feminicídio aconteceu na Linha Marcílio Dias, no dia 5 de janeiro. O casal vivia junto havia pouco mais de seis meses. Mariani, que possuía registros policiais de ameaças a outras três mulheres, foi preso em flagrante no dia do assassinato. O júri iniciou às 9h30min desta quinta-feira (29) no Fórum da cidade.

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Na época, testemunhas contaram à polícia que Mariani teria chegado em casa com sinais de embriaguez e que os dois começaram a discutir. Jocelaine foi morta com três golpes desferidos com duas facas diferentes, que atingiram o tórax e o pescoço da vítima.

Jocelaine é natural de Nova Palma e, segundo a irmã Joseli de Paula Neto Véstena, conhecia Mariani fazia tempo, mas havido se mudado para Garibaldi para viver com ele pouco mais de seis meses antes do crime. O casal trabalhava no plantio de uvas e, recentemente, havia assinado os papéis para o casamento.

Joseli conta que, antes do crime, a irmã ligou para ela e conversaram longamente. Jocelaine queria passar o aniversário com a família, já que não pôde vê-los no Natal e final de ano. Conforme Joseli, Mariani teria ameaçado a vítima outras vezes, mas ela nunca o denunciou por acreditar que as ameaças não se concretizariam.

Segundo o delegado Clóvis Rodrigues, a primeira passagem policial de Mariani foi em 2005. A mulher dele, à época, fez duas comunicações à polícia de que estava sendo ameaçada de morte pelo marido. Depois disso, ele voltou a figurar entre as ocorrências de violência doméstica em 2009. Oito anos após, em 2017, mais dois registros contra Mariani, feitos por uma nova companheira, também por ameaça. Nenhum dos casos resultou em medidas protetivas em favor das vítimas.

Antes deste crime, o último caso de feminicídio em Garibaldi, segundo o delegado Clóvis Rodrigues, havia acontecido em 5 de julho de 2014. O autor foi preso cinco dias após de ter cometido o crime. Foi julgado um ano e dois meses depois, e condenado a 37 anos de prisão.

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