"Eram extremamente violentos", diz delegado sobre suspeitos de assaltos mortos em confronto em Caxias - Polícia - Pioneiro

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Investigação21/08/2019 | 10h23Atualizada em 21/08/2019 | 14h10

"Eram extremamente violentos", diz delegado sobre suspeitos de assaltos mortos em confronto em Caxias

No final de semana, ladrões cortaram o dedo de uma das vítimas

"Eram extremamente violentos", diz delegado sobre suspeitos de assaltos mortos em confronto em Caxias Porthus Junior/Agencia RBS
Tiroteio aconteceu na localidade em Nossa Senhora da Rocca, em São Virgílio Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O confronto com dois criminosos mortos em Caxias do Sul foi o desfecho de uma mobilização das forças policiais contra uma quadrilha de roubos a residência que chamava atenção pela violência. No último assalto, os criminosos cortaram o dedo de um morador do bairro Jardim América. Segundo a Polícia Civil, Alexandro da Rosa, 31 anos, e Luiz Fernando Lopes Pires, 19, estavam reconhecidos em três roubos recentes. Contudo, o mandado de prisão preventiva ainda não havia sido representado em razão dos trâmites necessários.

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A sequência de crimes e a violência dos assaltantes com as vítimas era uma preocupação; por isso, a Brigada Militar e a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) trabalhavam em conjunto para conter o bando. Segundo o delegado Adriano Linhares, os suspeitos mortos já estavam reconhecidos:

— (Os dois) eram os que entravam nas casas e agrediam as vítimas. O modo de operação era bem caraterístico, pois utilizavam um Focus branco e eram violentos. A ação policial foi muita legítima nesta situação, porque eles tinham um perfil muito violento — relata.

O último crime do bando aconteceu na sexta-feira (16), no bairro Jardim América. Os bandidos chegaram em um Focus Branco, invadiram a moradia e renderam três pessoas de uma família. Foi nesta ação que os ladrões cortaram o dedo de um morador de 66 anos.

— Já tínhamos eles identificados e estávamos formalizando as representações pelas prisões preventivas, que é algo que demora um pouco. Mas as investigações estavam bem avançadas — aponta o delegado Linhares, que salienta que as investigações prosseguem para identificar o terceiro assaltante que entrava na casa das vítimas, além de quem mais fazia parte da quadrilha para ajudar com a logística dos crimes.

De acordo com a Polícia Civil, Rosa já possuía antecedentes por roubos, mas Pires não tinha passagens criminais. Os investigadores explicam que Rosa era padrasto de Pires.

Dupla correu para galpão e atirou contra PMs

O confronto aconteceu na localidade em Nossa Senhora da Rocca, em São Virgílio, por volta das 16h de terça-feira (20). A investigação tinha a informação de que o bando estava escondido em uma chácara do interior, por isso a Companhia de Operações Especiais (COE) passou a monitorar a região. Nesta patrulha, os PMs avistaram um veículo March com quatro tripulantes e desconfiaram.

A tentativa de abordagem aconteceu quando um dos passageiros desceu para abrir o portão de uma chácara. Porém, quando os PMs se aproximaram, dois homens saíram correndo e entraram no galpão da propriedade. Os dois estavam armados com revólveres e atiraram contra os policiais militares, que revidaram. Alexandro da Rosa, 31 anos, e Luís Fernando Lopes Pires, 19, morreram no confronto. 

De acordo com a BM, o March era de um motorista de aplicativo, que foi identificado e registrado como testemunha da ocorrência. A quarta tripulante era uma mulher de 45 anos, que é mãe de Pires e seria companheira de Rosa. Ela estava com uma pochete com oito cartuchos de munição calibre .38 e foi presa em flagrante.

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