Casal que abandonou bebê em Carlos Barbosa é indiciado por crime de aborto   - Polícia - Pioneiro

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Crime29/08/2019 | 11h16Atualizada em 29/08/2019 | 11h51

Casal que abandonou bebê em Carlos Barbosa é indiciado por crime de aborto  

Eles vão responder ao processo em liberdade


A Polícia Civil indiciou nessa semana o casal que abandonou um bebê em um matagal no bairro Vila Nova, em Carlos Barbosa, em janeiro desse ano. A criança - um menino – foi encontrada em avançado estado de decomposição, no interior de uma mochila, por uma moradora da região no quintal da própria casa. 

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Segundo o delegado responsável pelo caso, Clóvis Rodrigues de Souza, os meses de investigações levaram a polícia a localizar o casal em Florianópolis, no mês passado, com a ajuda do Departamento de Investigações Criminais (DEIC), de Santa Catarina. Na ocasião, o casal foi preso temporariamente e encaminhado ao presídio de Bento Gonçalves, onde permaneceu por 10 dias. Ambos estariam sofrendo ameaças de outros detentos no interior do presídio. De acordo com delegado, o casal foi liberado após o cumprimento do período de prisão temporária e vai responder ao processo em liberdade. 

De acordo com as investigações, a mãe do bebê estava com oito meses de gestação quando abandonou o filho. E, apesar de ter sido encontrado em janeiro, o corpo da criança foi largado no local cerca de cinco meses antes, em julho do ano passado, segundo a polícia.

Com a conclusão do inquérito, a mulher foi indiciada por aborto e o homem como co-autor do crime. O delegado salienta que a Polícia Civil decidiu pelo crime de aborto ao invés de infanticídio pelo fato de a mãe não ter conhecimento que a criança nasceu viva após uma tentativa de interrupção da gravidez. O entendimento da Justiça, no entanto, poderá ser diferente.  

— Ela (a mãe) não sabia o estágio da gestação e tomou um abortivo, mas a criança não se mexia quando nasceu. Aí ela a enrolou em um pedaço de pano, achando que estava morta. O exame dos peritos mostrou que o pulmão da criança teve dilatação ou, seja, isso indica que ela estava viva — aponta o delegado.

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