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Sem evolução01/07/2019 | 10h49Atualizada em 01/07/2019 | 10h50

Prefeitura não fala sobre câmeras para a segurança em Caxias do Sul

Último implemento no sistema aconteceu em 2012

Prefeitura não fala sobre câmeras para a segurança em Caxias do Sul Antonio Valiente/Agencia RBS
Videomonitoramento necessita de mais estrutura e tecnologia, como a instalação de um telão Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

Questionada sobre se há intenção de aumentar o número de câmeras em Caxias do Sul, a Secretaria Municipal de Segurança Pública optou por não se manifestar neste momento. Nos bastidores, há informações de que a prefeitura conversa com a Brigada Militar em busca de um projeto para melhoria do uso das câmeras. Da mesma forma, a prefeitura não quis avaliar o videomonitoramento na cidade e nem responder sobre a falta de câmeras na Estação Férrea, que é um ponto que sofre historicamente com tumultos e até crimes.

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As primeiras câmeras em Caxias do Sul foram instaladas no final de 2003, fruto de esforços de empresários e comerciantes em parceria com o Executivo. O sistema inicial tinha 16 equipamentos. O investimento de R$ 500 mil tinha a intenção, conforme o presidente da Comissão Pró-Segurança na época, Alcides Perini, de possibilitar a identificação de autores de assaltos e arrombamentos. O último implemento aconteceu em 2012, quando foram instaladas mais 13 câmeras — totalizando 51 pontos vigiados.

Intensificar e ampliar o monitoramento por câmeras nas áreas públicas está entre os 10 objetivos elaborados pelo prefeito Daniel Guerra (PRB) para a Secretaria Municipal de Segurança e que precisariam ser cumpridos até o final do mandato. A lista foi repassada ao ex-secretário José Franscisco Mallmann, que exaltava publicamente "os 10 mandamentos da segurança" e mandou fazer dois quadros com objetivos.

— O primeiro é para ficar na minha frente e eu não perder o foco dos meus objetivos. O outro ficará atrás de mim, para quem visitar a secretaria poder me cobrar — afirmou Mallmann logo após assumir a pasta em janeiro de 2017.

No final de 2018, o tenente-coronel da Brigada Militar Ederson de Albuquerque Cunha foi anunciado como o terceiro secretário da Segurança Pública do governo Guerra. O quadro com os 10 mandamentos permanece pendurado atrás da mesa do secretário. Após dois anos e meio de administração, contudo, nenhum implemento foi anunciado.

A ampliação e modernização do  Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) de Caxias do Sul foi elencada como uma das três ações prioritárias no combate ao crime pela Comissão de Segurança Pública da Câmara de Vereadores. No documento, a referência é ao uso de uma tecnologia inteligente e programas analíticos de imagens que possam agilizar resultados. A intenção da lista de prioridades é apresentar projetos ao governo estadual e à classe empresarial, possibilitando investimentos.

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