Polícia investiga possibilidade de feminicídio em caso de mulher encontrada carbonizada em Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro

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Investigação 22/07/2019 | 10h45Atualizada em 22/07/2019 | 18h07

Polícia investiga possibilidade de feminicídio em caso de mulher encontrada carbonizada em Caxias do Sul

Outra linha de investigação cogitada é a relação com o tráfico de drogas

Polícia investiga possibilidade de feminicídio em caso de mulher encontrada carbonizada em Caxias do Sul Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Corpo foi encontrado dentro de uma das salas no prédio do antigo INSS, na Rua Pinheiro Machado, na noite deste domingo Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

A Delegacia de Homicídios de Caxias do Sul investiga a possibilidade de a jovem Ellen de Pontes Santos, 18 anos, ter sido assassinada por alguém com que ela mantinha um relacionamento. O corpo da vítima foi encontrado carbonizado na noite de domingo (21) em uma das salas do prédio do antigo INSS, na Rua Pinheiro Machado, no bairro São Pelegrino.

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Ellen foi encontrada enrolada em fios de cobre, com o corpo carbonizado de forma mais acentuada da cintura para cima. Segundo o titular de Delegacia de Homicídios, Rodrigo Duarte, a possibilidade de feminicídio não está descartada diante do modo como ocorreu o crime. A polícia não acredita que o caso tenha relação com outras ocorrências recentes de incêndios criminosos registrados na cidade – na última quarta-feira (17)uma pessoa ainda não identificada foi morta a tiros no interior de uma residência no bairro Santa Fé antes de os criminosos atearem fogo no local. A casa era supostamente usada para a venda de entorpecentes.

—  Embora ela seja moradora de rua, tem relacionamento com outras pessoas. Esse caso é diferente de outras ocorrências (motivadas por conflitos entre pessoas do mesmo grupo criminoso ou de facções rivais), porque dá pra ver claramente que foi executado com a tentativa de ocultar o cadáver. É diferente de casos em que os criminosos incendeiam a casa por alguma desavença ou para eliminar o ponto de tráfico — explica o delegado.  

Ainda de acordo com Duarte, isso não quer dizer que o caso não possa ter, de alguma forma, relação com o tráfico, pelo fato de a vítima ter sido encontrada no interior de um prédio que está abandonado e que é utilizado frequentemente como local de consumo de drogas por moradores de rua e dependentes químicos.  

— É um indicativomas ainda não temos como precisar preliminarmente (se ela tinha alguma dívida com o tráfico que possa ter motivado o crime), porque ali é rotineiramente conhecido por uso de entorpecentes, mas é uma linha de investigação — destaca o delegado.    

Prédio está abandonado desde 2011  

O prédio do antigo INSS está abandonado desde 2011, quando se encerrou um contrato entre o município e a União. Antes disso, foi sede do Centro Especializado em Saúde (CES) e da Vigilância Sanitária. Ao longo dos últimos anos, o espaço vem se degradando e vem sendo utilizado como ponto de consumo de drogas por dependentes químicos. Em 2017, o governo federal doou a estrutura para o município com a obrigatoriedade de que seja usado para serviços de saúde ou assistência social. 

Em março deste ano, a prefeitura encaminhou um estudo com uma empresa chamada via licitação, a Planicom Engenharia. A empresa – contratada por um valor de R$ 52,5 mil — ficou encarregada de fazer testes na edificação para avaliar a segurança estrutural e indicar soluções para problemas encontrados.

O resultado desse estudo foi recebido na última sexta-feira (19) e a Secretaria de Planejamento (Seplan) irá analisar o relatório nas próximas semanas. Somente após essa avaliação serão decididas qual o futuro do prédio. Em análise preliminar, a Seplan informa que o relatório apontou que a edificação principal não tem risco de colapso.

Não há prazo para que a estrutura seja novamente aproveitada e não foi anunciada nenhuma medida sobre a utilização do prédio por moradores de rua e usuários de drogas.

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