Polícia Civil aguarda laudo para comprovar se pedras apreendidas em Caxias do Sul são esmeraldas - Polícia - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Perícia24/07/2019 | 07h50Atualizada em 24/07/2019 | 07h50

Polícia Civil aguarda laudo para comprovar se pedras apreendidas em Caxias do Sul são esmeraldas

Peritos procuram por um especialista da Região Metropolitana

Polícia Civil aguarda laudo para comprovar se pedras apreendidas em Caxias do Sul são esmeraldas Antonio Valiente/Agencia RBS
Suspeito disse aos PMs que pedras eram avaliadas em R$ 5 milhões Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

A Polícia Civil ainda aguarda um laudo que comprove a veracidade das supostas esmeraldas apreendidas em uma ação da Brigada Militar (BM) em Caxias do Sul. As pedras foram encaminhadas para a sede do Instituto Geral de Perícias (IGP), em Porto Alegre, mas lá também não há o necessário para a comprovação. Os peritos procuram por um especialista nas joalherias e universidades da Região Metropolitana.

Leia mais:
Procurado que levou à apreensão de supostas esmeraldas é assaltante condenado em Taquara
Apreensão de pedras preciosas é rara e intriga policiais de Caxias do Sul 

Um dos indícios de que as pedras seriam produto de algum crime é que o proprietário ainda não procurou a Polícia Civil.  As 278 pedras lapidadas e os 3,08 quilos de pedra bruta foram encontradas com um homem de 27 anos que possui histórico de crimes contra o patrimônio durante uma abordagem no bairro Colina Sorriso no dia 8 de julho. O material foi apreendido porque o suspeito não conseguiu comprovar sua origem. Como nenhum delito foi comprovado, o homem foi liberado após prestar depoimento e responde a investigação em liberdade. Desta forma, o nome do suspeito não é divulgado.

A estimativa de que a carga valia R$ 5 milhões foi feita pelos policiais militares diante das informações passadas pelo próprio suspeito. Ele teria informado que o material vem da Bahia na forma bruta e que o trabalho dele é lapidar e vender as supostas esmeraldas.

Contudo, o delegado Adriano Linhares afirma não ter dúvidas de que as pedras não tem grande valor e eram utilizadas por estelionatários para enganar vítimas. Por isso, a orientação é que as possíveis vítimas procurem a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

— Em princípio, eram para golpes. Temos interesse em verificar rapidamente para alertar futuras vítimas. O que chegou foram relatos de pessoas dizendo que tentaram usar (este tipo de pedras) para pagar apartamentos, veículos ou quitar uma dívida — aponta o delegado.

A hipótese é que exista um grupo criminoso especializado neste tipo de estelionato. Apesar de nenhuma vítima destes golpes ter aparecido, o chefe da Draco garante que a investigação levará a um indiciamento.

— Não ficará no zero a zero. Todas as linhas de investigações se encaminham para o estelionato e que há vários sujeitos que se reuniram para esta prática criminosa. (As pedras) são um instrumento muito bom para encantar e atrair as vítimas. É preciso mais elementos (no golpe) do que apenas um sujeito com uma mochila nas costas — afirma o delegado Linhares.

Leia também:
Polícia ainda não esclareceu relação de homem morto e cofre encontrados em Caxias
Suspeito de mandar matar segurança no bairro São José é preso em Caxias
Aeroporto Hugo Cantergiani, de Caxias, pode ser privatizado

 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros