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Homicídio qualificado11/07/2019 | 18h03Atualizada em 12/07/2019 | 14h43

Mulher é condenada por matar a irmã em Bento Gonçalves

Ana Paula Marin Bitencourt, 34 anos, confessou ter assassinado a Aparecida

Gaúcha Serra

O Tribunal do Júri realizado nesta quinta-feira (11) em Bento Gonçalves terminou com a condenação de Ana Paula Marim Bitencourt, 34 anos, pelo assassinato da irmã Aparecida de Fátima Marim Bitencourt, 44. Segundo a 1ª Vara Criminal do município, a pena é de 19 anos de prisão por homicídio qualificado por meio cruel. O crime aconteceu no dia 2 de agosto de 2017. 

Conforme o Ministério Público, Ana Paula estava morando há poucos meses no apartamento da irmã no bairro São Francisco e, após desentendimentos, asfixiou Aparecida e a atacou com golpes de faca no peito. Para despistar vizinhos que ouviram gritos de socorro, Ana Paula se passou pela irmã e impediu a entrada de policiais militares.

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No dia seguinte ao crime, conforme a promotoria de Justiça, fingiu novamente ser Aparecida ao utilizar o celular dela para mandar mensagens ao síndico do prédio, pedindo desculpas pelo tumulto da noite anterior, e para a empregadora da vítima, dizendo que não poderia trabalhar naquele final de semana.

À Polícia Civil, ela chegou a confessar o crime, mas durante o processo negou a autoria do assassinato —  embora, por vezes, tenha dito que sofria surtos e "saia de si" . Nesta quinta-feira, voltou a admitir que cometeu o homicídio. Conforme o promotor Eduardo Só dos Santos Lumertz, ela não apontou objetivamente um motivo para isso. Lumertz ainda avalia se irá recorrer da sentença para pedir alteração na pena.

A Defensoria Pública, encarregada da defesa de Ana Paula, informa que irá entrar com recurso para buscar uma redução de pena. O órgão destaca que a defesa não pediu a absolvição da acusada em função do fato, até porque a própria Ana Paula admitiu ter matado a irmã. A Defensoria explica que tentou comprovar aos jurados que a ré tinha problemas severos de ordem mental, que demandariam muito mais um tratamento médico, ou eventual redução de pena, do que uma condenação pura e simples.

A defesa de Ana Paula também explica que buscou contraditar laudos do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) que atestavam a imputabilidade da vítima, isto é, que ela podia ser responsabilizada. Segundo a Defensoria Pública, a argumentação feita no julgamento foi de que a ré tinha problemas mentais desde a infância, que foram detectados também em vários membros da família, especialmente da família paterna. Com isso, a Defensoria tentou comprovar que havia um problema hereditário  já vinculado a essas desordens mentais, que acabaram redundando na morte de Aparecida. No entanto, conforme a defesa, os jurados entenderam por bem afastar esse argumento e condenaram Ana Paula.

A Defensoria considera a pena de 19 anos elevada e, por isso, vai buscar a redução de pena por meio de um recurso. A defesa explica que não vai buscar um novo julgamento porque não há interesse da Defensoria em levar a questão a um novo júri.

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