"Maior poder e resposta imediata", diz comando sobre nova tropa de choque na Serra - Polícia - Pioneiro

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Reforço15/07/2019 | 20h03Atualizada em 15/07/2019 | 20h04

"Maior poder e resposta imediata", diz comando sobre nova tropa de choque na Serra

O 4º Batalhão de Choque terá sede em Caxias do Sul e será inaugurado em agosto

"Maior poder e resposta imediata", diz comando sobre nova tropa de choque na Serra Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Uma tropa móvel e com grande capacidade de resposta. É com esta proposta que o governo estadual e a Brigada Militar (BM) anunciaram a criação do Batalhão de Choque na Serra, que vai inaugurar com 110 novos policiais militares na segunda quinzena de agosto. A sede ficará em Caxias do Sul, mas as ações contemplarão todos os municípios da região.

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O decreto foi assinado pelo governador Eduardo Leite (PSDB) durante o balanço dos primeiros 120 dias do programa RS Seguro, na manhã desta segunda-feira (15). O 4º Batalhão de Choque será criado com 110 servidores, mas a tropa ideal foi planejada em 300 PMs.

Os 110 PMs serão disponibilizados após a formatura de 2 mil novos soldados em 20 cerimônias espalhadas por todas as regionais da BM. A primeira acontece em 25 de julho e a última está prevista para 10 de agosto. O efetivo do novo batalhão, porém, será mesclado de policiais com mais tempo de serviço e soldados recém-formados.

Segundo o subcomandante da BM, coronel Carlos Alberto Andrade, a decisão de criar um Batalhão de Choque também é uma medida contra a defasagem do efetivo da Brigada Militar. Esta tropa especializada não fica restrita a um território e poderá dar pronta-resposta a qualquer crise na Serra (confira entrevista abaixo).

— Vai ajudar e logo será perceptível nas ruas. Há anos não tínhamos a chegada de um reforço tão grande de uma só vez. Era um anseio grande, principalmente para Caxias do Sul, que será sede (do batalhão) e é o maior município da nossa região — aponta o tenente-coronel Glauco Alexandre Braga, comandante do Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO) da Serra.

A estrutura da nova unidade está em negociação com a prefeitura de Caxias do Sul, que, segundo a BM já teria oferecido três imóveis. Em nota, a prefeitura diz que irá se manifestar no momento oportuno.

Pioneiro: Por que a BM decidiu por criar um novo batalhão na Serra?
Coronel Carlos Alberto Andrade:
É um batalhão especializado que não está atrelado a um território. O 12º BPM, se recebesse este incremento de efetivo, as ações ficariam restritas a Caxias do Sul. Esta unidade especializada não tem um compromisso rotineiro, é mais amplo e tem a capacidade de operar mais rápido, com mais mobilidade e numa extensão maior. Era uma necessidade que tínhamos na região e é uma manobra estratégica para o comando da BM. Os cinco Batalhões de Choque são uma reserva que podem atender qualquer demanda que surgir nos quatro quadrantes do Estado.

A principal vantagem é a mobilidade da tropa?
É uma unidade que atuará em cima dos índices que requerem uma situação mais especializada, com um maior poder e mobilidade de resposta imediata. A unidade tem o viés de aumentar a capacidade operacional e de recursos humanos do CRPO Serra, mas pode atuar em qualquer recanto do RS. O alcance são os 497 municípios gaúchos, mas a prioridade é a área do CRPO Serra.

O novo batalhão será em Caxias do Sul. Inicialmente, ele dividirá a estrutura do 12º BPM?
Não é a nossa ideia. Já estamos em tratativas com apoio do empresariado local e da prefeitura municipal para que façamos uma análise em alguns prédios que já foram propostos pela prefeitura. Não queremos atrapalhar o que já está estruturado no 12º BPM. O batalhão será uma unidade distinta com seus nichos de especialidade. Vamos visitar os prédios nos próximos dias para ver qual melhor se adequa. 

Os batalhões da região possuem uma Companhia ou Pelotões de Operações Especiais. Estas unidades continuam existindo?
Com certeza, pois são orgânicos destes batalhões da região. O Batalhão de Choque terá o seu organograma, e é uma manobra especializada e estratégica que não terá uma responsabilidade territorial. A fração mais operacional e dinâmica é este batalhão, que, além de sua regional, cobre todo o Estado. Quando for necessário, reuniremos estas cinco unidades para fazer o atendimento a esta crise pontual.

Já está definido o comando do novo batalhão?
A estruturação será feita gradativamente, primeiro com a nomeação dos oficiais responsáveis e posteriormente iremos mobiliando este que será o 4º Batalhão de Choque. Estamos buscando o profissional com a maior capacidade de conhecimento técnico e que tenha vínculo com a região da Serra. Em princípio, deve sair dentre os quatro oficiais da Serra. Mas, é algo que deve ser pontuado no momento oportuno.

Viaturas, equipamentos e armas já foram adquiridos?
Não, teremos que adquirir e está no programa de governo. Hoje, iniciaríamos com recursos muito limitados, notadamente em viaturas. Mas, buscaremos suprir num curto espaço de tempo e equipar o batalhão a altura do que a região demanda e necessita. Está no planejamento e é prioridade do governo.

Além dos 110 policiais deste novo batalhão, a Serra receberá outros policiais da nova turma de 2 mil soldados?
Com certeza irá receber (outros PMs). Não esqueceremos dos batalhões tradicionais da região. A premissa não está focada apenas na criação do Batalhão de Choque. Este novo batalhão vem para incrementar a capacidade operacional na Serra.

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