Após quatro anos, padeiro é absolvido de assassinato em Bento Gonçalves - Polícia - Pioneiro

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Júri05/07/2019 | 16h26Atualizada em 05/07/2019 | 16h32

Após quatro anos, padeiro é absolvido de assassinato em Bento Gonçalves

Esta foi a primeira vez que um júri aconteceu na sede de uma Defensoria Pública gaúcha

Após quatro anos, padeiro é absolvido de assassinato em Bento Gonçalves Ascom - DPE/RS/Divulgação
Esta foi a primeira vez que a sede de uma Defensoria Pública gaúcha recebeu um júri Foto: Ascom - DPE/RS / Divulgação
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Mais de quatro anos depois, o padeiro Nilmar Lopes Nunes, 25 anos, foi julgado e absolvido da morte de Tailon Nathan Corrêa Palmeira em Bento Gonçalves. Em seu depoimento, o réu admitiu que esteve no local do crime, mas alegou que não foi o autor dos disparos. A decisão foi proferida na quinta-feira (4) na sede da Defensoria Pública, uma iniciativa inédita no Rio Grande do Sul.

O crime aconteceu na manhã do dia 12 de março de 2015 em frente da casa da vítima na Rua Caxias do Sul, bairro Jardim Glória. O padeiro era acusado do homicídio e, conforme a denúncia do Ministério Público, o motivo teria sido o furto da bateria de seu carro. Testemunhas haviam reconhecido Nunes na cena do crime, mas a investigação policial nunca conseguiu identificar um segundo envolvido. 

Em seu depoimento, Nunes admitiu ter ido até a casa da vítima no dia do crime, mas alegou não ter participado do homicídio. O réu alega que estava próximo da igreja do bairro quando "um gordinho" perguntou onde Palmeira morava. Nunes, então, levou o desconhecido até a casa da vítima e admite que chamou por Palmeira.

Quando a vítima saiu da casa, o réu alega que fugiu do local ao perceber que "o gordinho" puxou algo da cintura. Enquanto corria, ouviu os tiros que mataram Palmeira. Após o crime, o réu soube que a polícia estava procurando por ele e alega que demorou para se apresentar porque procurava um advogado.

Questionado sobre o furto em seu carro, Nunes admitiu que pensava que a vítima poderia ser o autor e que pretendia questioná-la. A desconfiança, segundo o depoimento, era porque Palmeira seria um usuário de drogas "e andava roubando em todas as casas ali". O réu ainda afirmou que nunca teve arma de fogo.

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