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Crime organizado12/06/2019 | 15h08Atualizada em 12/06/2019 | 15h28

Polícia encontra em Caxias do Sul fábrica de pregos usados por assaltantes de banco para furar pneus

Operação Senhor da Lança, que resultou em duas prisões, investiga roubos em Ibiraiaras

Polícia encontra em Caxias do Sul fábrica de pregos usados por assaltantes de banco para furar pneus Júlio Stella  / Divulgação /Divulgação
Quadrilhas obrigavam reféns a fazer cordão humano Foto: Júlio Stella / Divulgação / Divulgação

Mais uma vez, Caxias do Sul aparece no centro de assaltos a banco no Rio Grande do Sul. Na semana passada, a Polícia Civil deflagrou a Operação Senhor da Lança e identificou uma fábrica de miguelitos (pregos entrelaçados que são espalhados para furar pneus de veículos) na cidade. Os desdobramentos da investigação sobre os roubos a banco em Ibiraiaras no ano passado ainda resultaram em duas prisões.

A operação da 1ª Delegacia de Repressão a Roubos, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), iniciou-se na última sexta-feira (7), quando Junior César de Borba, conhecido como Mestre, foi capturado na Rua dos Lenhadores, no bairro Santa Fé. O investigado deveria cumprir pena em prisão domiciliar, contudo a investigação demonstrou que ele costumava sair de casa. Ele teve a prisão preventiva ordenada pela 2ª Vara Criminal de Lagoa Vermelha.

No domingo (9), os agentes realizaram buscas em uma casa do bairro Desvio Rizzo, que é apontada como a fábrica de miguelitos da quadrilha investigada. Na sequência, policiais também foram até o sistema prisional para informar nova prisão preventiva contra dois investigados que estão presos desde a Operação Tríade, em 2017.

No mesmo dia, uma equipe de policiais prendeu Angelo Ribeiro da Silva, 46, o Minhoca, em Lagoa Vermelha. Ele é apontado como responsável por dar suporte logístico às duas organizações criminosas que atacaram Ibiraiaras em 2018.

Alvos da Operação Senhor da Lança

O Deic trata como duas organizações criminosas diferentes AS que realizaram os assaltos em Ibiraiaras em 2018. Contudo, o comando e a logística dos dois crimes foram feitos pelos mesmos investigados. Ambos os processos tramitam na Justiça de Lagoa Vermelha.

:: O primeiro roubo aconteceu na tarde de 2 de maio, quando seis criminosos chegaram em uma Parati preta, atiraram para o alto, fizeram reféns e quebraram a porta de vidro de um dos bancos. Por este caso, foram presos Alexandre Longhi da Rosa, 36, o Fazenda, Kleber Antonio Alves Lima, 39, Junior Cesar de Borba, 34, Ângelo Ribeiro da Silva, 46, o Minhoca, e Clodoaldo Pereira, 35.

O Deic aponta que este grupo também tem relação com os assaltos a banco acontecidos em Jaquirana, no dia 5 de julho de 2018, e em Santo Expedito do Sul, na Região Norte, em 6 de junho.

:: O segundo assalto aconteceu no dia 3 de dezembro e resultou na morte do gerente do Banco do Brasil Rodrigo Mocelin da Silva, 37, durante troca de tiros entre os policiais militares e os bandidos. Na sequência da perseguição, seis assaltantes morreram em confronto e outros três foram presos em flagrante. Após a resposta imediata da BM, a investigação do Deic teve como objetivo identificar os autores intelectuais do crime. Desta forma, foram responsabilizados Elautério Santos Marques, 42, o Secretário, Alexandre Longhi da Rosa, o Fazenda, e Ângelo Ribeiro da Silva, o Minhoca.

Quem tiver informações sobre roubos a banco pode denunciar diretamente a 1ª Delegacia de Repressão a Roubos, do Deic, pelo telefone 0800-510 2828 ou pelo aplicativo WhatsApp no (51) 98418-7814. Não é preciso se identificar.

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