Motorista que arremessou pedra contra casa de passageira em Caxias se defende: "foi ação e reação" - Polícia - Pioneiro

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Confusão25/06/2019 | 14h09Atualizada em 25/06/2019 | 15h27

Motorista que arremessou pedra contra casa de passageira em Caxias se defende: "foi ação e reação"

Profissional alega que foi a mulher quem iniciou agressão e que irá processá-la

Motorista que arremessou pedra contra casa de passageira em Caxias se defende: "foi ação e reação" Arquivo pessoal/divulgação
Motorista enviou foto do seu para-brisa, que afirma ter sido danificado pela passageira Foto: Arquivo pessoal / divulgação

Suposto alvo de um boletim de ocorrência, o motorista de aplicativo Celso da Silva, 26 anos, afirma que a passageira mentiu sobre a discussão acontecida em Caxias do Sul na tarde de segunda-feira (24). O profissional alega que foi a mulher de 39 anos que estava exaltada e arremessou a primeira pedra, quebrando o seu para-brisa. O motorista afirma possuir todo o histórico dos acontecimentos no aplicativo da Uber e que irá processar a passageira.

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O boletim de ocorrência original apresenta a versão da passageira. A mulher alega que demorou 23 minutos para ser atendida pelo motorista do aplicativo e que, ao chegar, o motorista do Mégane prata teria cancelado a corrida porque receberia uma nota muito baixa devido à demora. 

Em sua versão, a mulher relata uma discussão e que foi o motorista o primeiro a arremessar uma pedra na casa dela. A passageira admite que revidou, mas não soube dizer se o seu arremesso atingiu o carro. À Polícia Civil, a passageira relatou que o motorista voltou para tirar fotos e afirmou que não pretendia representar criminalmente.

Abaixo, confira a entrevista do motorista Celso da Silva:

Pioneiro: O que aconteceu?
Celso da Silva:
Havia começado a trabalhar e recebi uma chamada dela, então terminei uma corrida e, em menos de cinco minutos, estava na casa dela. Tenho todos os registros. A pessoa, quando é passageira, tem no aplicativo todas as informações sobre tempo e localização real do motorista. Ela sabia onde eu estava e quanto tempo demoraria. Se percebesse que a demora seria excessiva, ela tinha a opção de cancelar a corrida em até cinco minutos e o aplicativo não cobraria nada. Se estava demorando há tanto tempo quanto foi dito, não tenho culpa, porque cheguei em cinco minutos.

E quando se encontraram?
Quando cheguei lá, ela foi completamente mal-educada comigo. Entrou no carro já me xingando e falando que estava atrasado há 15 minutos. Tentei explicar a situação, mas ela reclamou de outro motorista que cancelou. Tentei dizer que não tinha culpa ou responsabilidade, que não havia motivo para me xingar. Era uma forma muito grosseira e ameaçou me avaliar mal, sendo que eu estava tratando ela com todo o respeito. A culpa não era minha, não tenho relação com o outro motorista. Foi, então, que decidi cancelar a corrida na frente dela. Ela estava sendo muito mal educada e não aceito este tipo de pessoa convivendo comigo, porque eu não sou assim. Falei para fazer o favor de descer do meu carro que não iria levar ela.

Qual foi a reação dela?
Ficou braba, não acreditou que alguém estava fazendo aquilo com ela. Falei que fazia questão de cancelar a corrida e não ter cobrança para ela. Está tudo registrado no aplicativo. Foi quando começou a piorar. Ela desceu do carro e bateu a porta traseira direita com as duas mãos, com muita força. Verifiquei se a porta estava abrindo e fechando e dei as costas. Quando fiz a manobra na frente da casa dela, ela pegou uma pedra e arremessou no meu para-brisa. Pelo simples fato de eu ter cancelado a corrida, o que é um direito meu. O para-brisa quebrou e eu liguei para a polícia na mesma hora. Contei a discussão e a agressão, só que eles falaram que não havia o que fazer, que eu precisava registrar boletim de ocorrência.

O senhor arremessou a pedra contra a casa dela?
Foi ação e reação, no momento que ela jogou a pedra no meu para-brisa. Me irritei. Desci do carro e joguei uma pedra na porta da casa dela, que tinha uma janela de vidro e quebrou. Admito que fiz isso. Foi ação e reação. Ela jogou uma pedra que quebrou o meu para-brisa. Esperavam que eu fizesse o que? Desse um beijo e um abraço nela? Não tem como.

Como terminou?
Depois de dar essa pedrada, coloquei o meu carro mais para frente, pois fiquei com medo que ela voltasse e desse mais alguma pedrada. Daí, voltei e tirei fotos dela e da casa dela. Depois fui embora e relatei os acontecimentos para a Uber. Hoje, fui até o escritório da Uber e me falaram que esta mulher foi lá e relatou os mesmos fatos que estou contando. No boletim de ocorrência está invertido, ela mentiu. Foi publicada uma mentira sobre a minha pessoa. Sou motorista de aplicativo há dois anos e nunca tive reclamações ou problemas. Trato todo mundo com respeito. Nunca passei por uma situação igual a essa.

E agora?
A Uber me desconectou de um possível encontro com ela e irei entrar com um processo judicial para reaver o meu prejuízo, que foram R$ 620 no meu para-brisa, que trincou todo. Tenho provas de tudo isso que estou relatando. É uma mentira o que ela está falando, irei processar também por danos morais.

Por e-mail a Uber falou sobre o caso:

"A Uber considera inaceitável o uso de violência. Esperamos que motoristas parceiros e usuários não se envolvam em brigas e discussões e que contatem imediatamente as autoridades policiais sempre que se sentirem ameaçados. A empresa está à disposição das autoridades competentes para colaborar, nos termos da lei."

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