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Vigilância nas ruas30/06/2019 | 19h00Atualizada em 30/06/2019 | 19h57

Enquanto Caxias do Sul discute plano, Bento Gonçalves já usa sistema inteligente de câmeras desde 2017

Modelo de videomonitoramento caxiense foi concebido há 16 anos

Enquanto Caxias do Sul discute plano, Bento Gonçalves já usa sistema inteligente de câmeras desde 2017 Roni Rigon/Agencia RBS
Com baixo efetivo, Bento Gonçalves aplica sistema moderno para monitorar criminalidade Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

A ampliação e modernização do Ciosp de Caxias do Sul foi elencada como uma das três ações prioritárias no combate ao crime pela Comissão de Segurança Pública da Câmara de Vereadores. No documento, a referência é ao uso de uma tecnologia inteligente e programas analíticos de imagens que possam agilizar resultados. A intenção da lista de prioridades é apresentar projetos ao governo estadual e à classe empresarial, possibilitando investimentos.

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Para a Polícia Civil e Brigada Militar, câmeras inteligentes são o passo necessário para que o videomonitoramento se torne um fator determinante no combate à criminalidade.

— Não há como manipular todas as câmeras com dois ou três policiais, mas a tecnologia permite avanços. No caso de veículos roubados e furtados, a solução seria esse sistema inteligente capaz de ler as placas e emitir um alerta — aponta o tenente Silvano.

— É possível saber se um carro passou (na imagem da câmera) e a hora que passou, sem ter acompanhado. São câmeras que dariam um incremento no trabalho mesmo sem o efetivo, afinal temos dificuldade de efetivo. As câmeras têm que fazer algumas tarefas sozinhas e permitir uma aproximação da imagem que possibilite as identificações necessárias — acrescenta o delegado Carnaúba.

Na Serra, o município na vanguarda do uso da tecnologia é Bento Gonçalves. Com recursos capitaneados pelo Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (Consepro), foi construído o Centro Integrado de Operações (Ciop) e contratada uma empresa de Garibaldi para desenvolvimento de softwares que agilizem o trabalho policial.  O investimento iniciou ainda 2017 e conta com 29 câmeras com programas analítico e sinóptico e outras três que fazem a leitura de placas de veículos. A Capital do Vinho foi o primeiro município da Serra a fazer parte do consórcio para implantar o cercamento eletrônico.

Prefeitura prefere não se manifestar

As primeiras câmeras em Caxias do Sul foram instaladas no final de 2003, fruto de esforços de empresários e comerciantes em parceria com o Executivo. O sistema inicial tinha 16 equipamentos. O investimento de R$ 500 mil tinha a intenção, conforme o presidente da Comissão Pró-Segurança na época, Alcides Perini, de possibilitar a identificação de autores de assaltos e arrombamentos. O último implemento aconteceu em 2012, quando foram instaladas mais 13 câmeras _ totalizando 51 pontos vigiados.

Questionada sobre se há intenção de aumentar o número de câmeras em Caxias, a Secretaria Municipal de Segurança Pública optou por não se manifestar neste momento. Nos bastidores, há informações de que a prefeitura conversa com a BM em busca de um projeto para melhoria do uso das câmeras. Da mesma forma, a prefeitura não quis avaliar o videomonitoramento e nem responder sobre a falta de câmeras na Estação Férrea.

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