Após três prazos adiados, a expectativa é que presídio de Bento Gonçalves abra até o final de junho - Polícia - Pioneiro

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Segurança10/06/2019 | 09h31Atualizada em 10/06/2019 | 09h42

Após três prazos adiados, a expectativa é que presídio de Bento Gonçalves abra até o final de junho

Esta é a quarta vez que o cronograma é alterado

Após três prazos adiados, a expectativa é que presídio de Bento Gonçalves abra até o final de junho Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Estrutura abrigará 420 presos do regime fechado em 48 celas Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

A nova expectativa é que o novo presídio de Bento Gonçalves seja entregue até o final de junho. A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) evita falar em datas ou qualquer outro detalhe do planejamento para abertura da nova cadeia, que está praticamente pronta na Linha Palmeiro. Esta é a quarta vez que o cronograma é alterado.

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Inicialmente, a conclusão estava prevista para o final de janeiro de 2019, conforme cronograma físico-financeiro estabelecido em contrato com a empreiteira, a Verdi Sistemas Construtivos Ltda, com sede em Ivoti. Porém, antes que o tempo expirasse, a construtora pediu prorrogação de 60 dias para entrega da obra, o que estendeu o prazo para abril. A nova data coincidiria com a formatura dos 127 novos agentes penitenciários que, em parte (cerca de 80), atuarão no local. Contudo, a instalação da parte elétrica se tornou um problema e levou ao anúncio que a entrega do presídio ficaria para maio. Para a ligação da subestação particular da penitenciária, a RGE negociava o orçamento de uma obra necessária em via pública na rede de média tensão. Sem dar detalhes, a Assessoria de Imprensa da Susepe informa que“a empresa responsável já está resolvendo os problemas”.

A estrutura, que abrigará 420 detentos (apenas presos do regime fechado) em 48 celas, é composta por 18 prédios interligados que custarão,ao final,cerca de R$ 31 milhões. Além das duas galerias com 48 celas, o projeto prevê ambulatório, lavanderia, cozinha industrial, prédio administrativo e pavilhão para receber as visitas.

Novos agentes e transferências sem definições

A empreiteira entregar o presídio pronto ao Governo Estadual é apenas um primeiro passo. Na sequência, cabe a Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs) fazer a instalação da rede de telefonia e internet do prédio. Em abril, a Susepe informou que parte dos móveis e os uniformes dos agentes já teriam sido adquiridos. Também não há definições sobre novos agentes penitenciários, que são necessários para a operação desta cadeia maior e mais moderna. A expectativa é que o reforço seja oriundo da formatura de 127 novos agentes que, em parte, viriam para a Serra. A nova penitenciária receberá também, de forma gradativa, os atuais 30 servidores de Bento Gonçalves.

Em seu novo comunicado, a Susepe afirma que não divulga detalhes da movimentação dos novos servidores “por questões de segurança”. Já a transferência dos detentos aconteceria“assim que for inaugurada” a nova casa, o que também não tem previsão. Sobre a desativação do atual presídio, a Assessoria de Imprensa da Susepe informa que há uma negociação com a prefeitura. O prefeito Guilherme Pasin (PP) defende a demolição da casa prisional localizada no centro da cidade. Em visita à obra da nova cadeia, no início de maio, o secretário estadual de Administração Penitenciária, Cesar Luís de Araújo Faccioli, afirmou que “iria cumprir o que foi acordado lá atrás no antigo governo”. 

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