Após maior chacina do RS no ano, polícia cogita reforçar efetivo em Bento Gonçalves - Polícia - Pioneiro

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Cinco mortos10/06/2019 | 09h55Atualizada em 10/06/2019 | 09h56

Após maior chacina do RS no ano, polícia cogita reforçar efetivo em Bento Gonçalves

Crime ocorreu na noite de sexta-feira no bairro Municipal

Após maior chacina do RS no ano, polícia cogita reforçar efetivo em Bento Gonçalves Brigada Militar / Divulgação/Divulgação
No ano passado, reforço chegou em setembro em meio a onda de assassinatos na cidade Foto: Brigada Militar / Divulgação / Divulgação

A Brigada Militar (BM) e a Polícia Civil estudam, nesta segunda-feira (10), a possibilidade de reforçar o efetivo em Bento Gonçalves após a chacina em que cinco pessoas foram mortas em um bar no bairro Municipal na noite da última sexta-feira (7). O crime ocorreu por volta das 22h10min na Rua Lajeadense. 

A chacina foi a maior do Rio Grande do Sul neste ano, com mais vítimas que os casos de Triunfo, em janeiro - quando uma mulher de 52 anos e três filhos, de 30, 28 e 21 anos, foram mortos a facadas depois de discutir com um vizinho - e de Alvorada, em abril - quando um homem de 38 anos, a companheira de 24, a mãe dela, de 41, e o marido da mãe, de 35, foram mortos em duas casas, caso investigado como uma disputa entre traficantes da região.

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Esse também é o maior número de mortes em uma chacina na região pelo menos nos últimos anos. Em agosto de 2018, em Caxias do Sul, seis pessoas foram mortas em três ocorrências diferentes na mesma noite; numa delas, quatro pessoas foram mortas em uma chacina no bairro Planalto, sendo uma das vítimas uma mulher grávida de oito meses. Em junho de 2017, também em Caxias do Sul, quatro pessoas foram mortas em casa no bairro Pioneiro.

Bento Gonçalves vinha tendo uma taxa menor de homicídios em relação a 2018, quando houve um recorde no número de casos, com 52 assassinatos. No último ano, 23 pessoas haviam sido assassinadas no mesmo período, contra 16 neste ano até a chacina ocorrer, passando para 21 o número de mortes.

Para reprimir a escalada da violência e acelerar a investigação do crescente número de assassinatos no ano passado, tanto a Brigada quanto a Civil receberam reforços. Equipes das Patrulhas Especiais (Patres) da BM de Porto Alegre apoiaram com ações em bairros com maior número de assassinatos e a Força Gaúcha de Pronta Resposta reforçou a visibilidade do policiamento nas ruas da cidade. Policiais civis que atuam na investigação de homicídios em Porto Alegre também deram apoio às duas delegacias distritais de Bento Gonçalves. 

O titular do Comando Regional de Policiamento Ostensivo da Serra Gaúcha (CRPO/Serra), coronel Ricardo Fraga Cardoso, afirma que, neste momento, a corporação está se organizando para verificar se é possível um novo reforço.

— Há diversos efetivos da Brigada Militar voltados para o reforço da segurança durante a Copa América em Porto Alegre. Vamos verificar, dentro dessa situação, a possibilidade da um reforço como o das Patres, a exemplo do que ocorreu no último ano — comenta.

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O delegado regional de Polícia Civil, Paulo Rosa, diz que está estudando se será necessário um novo reforço para os policiais que atuam na investigação. Ele tem uma reunião em Bento Gonçalves na manhã desta segunda para tratar da situação.

O delegado comenta que o caso é complexo por conta do silêncio de testemunhas, e afirma que a polícia está trabalhando para evitar uma onda de violência a partir da chacina.

— A Polícia Civil na investigação, assim como a Brigada Militar nas ruas, está trabalhando para obstaculizar ações criminosas, para que não ocorra essa situação — afirma.

Sobre a possibilidade de criação de uma delegacia de homicídios em Bento Gonçalves, comentada pelo delegado por conta do pico de assassinatos no último ano, ele afirma que por enquanto não há uma previsão, já que depende de um contexto mais abrangente de criação de delegacias no Estado.

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