Após acidente de trânsito, PM precisa aguardar 30 minutos por estar sem carteira do plano de saúde em Caxias - Polícia - Pioneiro

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Saúde16/06/2019 | 16h36Atualizada em 16/06/2019 | 17h52

Após acidente de trânsito, PM precisa aguardar 30 minutos por estar sem carteira do plano de saúde em Caxias

Conforme ocorrência, médica plantonista teria orientado transferência do paciente para a UPA

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Um policial militar teve o atendimento negado no Hospital Pompéia, em Caxias do Sul, por estar sem a carteira do plano de saúde. Márcio Leite Fernandes, 46 anos, caiu de motocicleta na Avenida Rubem Bento Alves (Perimetral Norte) e foi socorrido pelo Samu. Contudo, segundo ocorrência registrada na Polícia Civil, a médica plantonista teria negado atendimento imediato porque o paciente estava sem o documento do Instituto de Previdência Estadual (IPE).

O caso aconteceu por volta das 20h40min na noite de sexta-feira (14) e nenhum outro veículo envolveu-se no acidente próximo ao bairro São José. De acordo com a ocorrência, a médica do pronto-atendimento do Hospital Pompéia teria orientado que o paciente fosse colocado novamente na ambulância e transferido para a Unidade  de Pronto-Atendimento (UPA) da Zona Norte. 

— Quando cheguei ao hospital estava tonto, sem saber direito o que acontecia. Não enxergava nada, porque tinha muito sangue nos meus olhos. Ouvi muita discussão dos colegas com o pessoal do atendimento — contou Fernandes em entrevista à RBS TV de Caxias do Sul.

A solução foram colegas do policial militar, que acompanhavam o socorro, irem buscar a carteira na casa de Fernandes, no bairro Santa Corona, distante cerca de seis quilômetros do hospital. O brigadiano teve fratura nos ossos da órbita do olho direito e cortes profundos próximo ao mesmo olho, além do queixo. Ele usava um capacete de modelo aberto. Ele recebeu alta médica logo após o atendimento.

— Espero que melhore essa burocracia no atendimento de pessoas q chegam ao pronto-socorro do Pompéia. Por sorte tive meus colegas para me ajudar naquele momento. E se não tivesse? — questionou o PM.

Procurado pela reportagem, o administrador de plantão do Hospital Pompeia, Francisco Ferrer Filho, afirma que o atendimento foi realizado normalmente e que a orientação no momento do acolhimento dos pacientes é pelo atendimento rápido. O administrador acrescenta que não existe elemento que indique que o atendimento foi negado.


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