Polícia de Caxias acredita que professor não foi assassinado no local em que corpo foi encontrado - Polícia - Pioneiro

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Morto na sexta06/05/2019 | 11h31Atualizada em 06/05/2019 | 11h31

Polícia de Caxias acredita que professor não foi assassinado no local em que corpo foi encontrado

Corpo de Vinícius Ferreira da Silva Gatelli estava às margens da Rua Luiz Covolan

Polícia de Caxias acredita que professor não foi assassinado no local em que corpo foi encontrado Facebook/Reprodução
Corpo de Vinícius Ferreira da Silva Gatelli, 25 anos, estava às margens da Rua Luiz Covolan Foto: Facebook / Reprodução

A Polícia Civil de Caxias do Sul acredita que o assassinato de Vinícius Ferreira da Silva Gatelli, 25 anos, ocorreu em um local diferente de onde o corpo foi localizado, por volta das 20h20min de sexta-feira (3). O professor foi avistado já sem vida pelo motorista de uma van escolar às margens da Rua Luiz Covolan, no Loteamento Mattioda, embaixo da ponte da Rota do Sol. O corpo estava enrolado em um edredom.

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Conforme o delegado Rodrigo Kegler Duarte, o terreno onde estava Gatelli não apresentava nenhum vestígio de que fosse o local do crime. Não havia, por exemplo, presença de sangue ou cápsulas da arma utilizada pelo assassino.

Ainda na manhã desta segunda-feira (6), familiares de Vinícius e amigos próximos seriam intimados a prestar depoimento. O objetivo do delegado é traçar um perfil histórico da vítima para elaborar uma linha de investigação. A intenção é ouvir as primeiras pessoas ainda na tarde desta segunda.

— O que temos são as informações do local do crime. É muito preliminar para trilhar uma linha de investigação — revela Duarte.

Um ponto que chamou a atenção da polícia é a quantidade de ferimentos a bala que o corpo apresentava: nove no total, inclusive um na cabeça. A quantidade exata de tiros, porém, depende do laudo da necropsia, já que um projétil pode causar mais de um ferimento. O resultado da perícia costuma ser entregue em cerca de um mês.

Junto ao corpo também havia uma carteira de couro com R$ 1.571,85 em dinheiro, uma nota de US$ 1, um chaveiro e a nota fiscal de uma padaria. Como o dinheiro não foi levado, a possibilidade de um latrocínio poderia ser afastada, mas o celular do professor não foi localizado.

A Polícia Civil também irá buscar imagens de câmeras de segurança para tentar descobrir por onde o professor passou antes de ser morto. Gatelli havia saído de casa, no bairro Desvio Rizzo, por volta das 19h de sexta. Segundo a família, ele iria com amigos a um jantar de despedida, já que o contrato dele na Escola Estadual Sílvio Dal Zotto, no bairro Santa Catarina, não seria renovado. Conforme apurado pela reportagem do Pioneiro, o professor foi visto sacando dinheiro em um caixa eletrônico de um posto de combustíveis perto de casa. A testemunha não soube dizer, no entanto, se o saque foi realizado na quinta-feira (2) ou na sexta-feira. O crime ocorreu em um intervalo de cerca de uma hora e meia, entre a hora que o professor saiu de casa e a hora em que foi encontrado.

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