Mulher de 70 anos perde R$ 8 mil em golpe do bilhete premiado em Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro

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Estelionato15/05/2019 | 07h21Atualizada em 15/05/2019 | 08h40

Mulher de 70 anos perde R$ 8 mil em golpe do bilhete premiado em Caxias do Sul

Estelionatário ofereceu uma recompensa de R$ 100 mil

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Uma mulher de 70 anos foi vítima de estelionato e perdeu R$ 8 mil no fim da manhã de terça-feira (14) em Caxias do Sul. Ela caiu no golpe do bilhete premiado.

A vítima foi abordada por dois homens enquanto se deslocava para um mercado na Rua Pinheiro Machado, no Centro. Um deles teria relatado que estava com um bilhete premiado em mãos e que daria uma recompensa de R$ 100 mil para ela, mas que precisaria de uma quantia como segurança. 

A mulher aceitou a proposta e efetuou dois saques de R$ 3 mil e R$ 5 mil em bancos diferentes. Após entregar o dinheiro, um dos homens deu R$ 20 a ela e pediu que comprasse um lanche. No momento que a mulher retornou, a dupla não estava mais no local. 

Um dos homens era baixo e gordo e vestia uma boina. O outro era alto, branco, tinha cabelos curtos e vestia uma camisa xadrez.

COMO FUNCIONA O GOLPE DO BILHETE PREMIADO:

 1. O primeiro a aparecer é o "coitado", que é uma pessoa malvestida, de fala simples e que se diz do interior. Na Serra, é mais comum a figura do colono. É ele quem escolhe o alvo (a preferência é por pessoas idosas caminhando distraidamente) e o aborda, pois está procurando por algo, seja um endereço ou uma pessoa, e precisa de ajuda. A missão do coitado é despertar o sentimento de pena na vítima. 

 2. Apenas após conquistar a simpatia da vítima, o "coitado"conta sobre o bilhete premiado. É neste momento que o segundo "ator" aparece. Ele é uma "pessoa de bem", que está bem vestida (geralmente de terno), tem boa fala e se apresenta como um advogado ou outra profissão de respeito. Ele oferece ajuda para o "coitado", que demonstra gratidão e oferece uma recompensa a estas duas pessoas que estão prestando o auxílio. 

 3. Existem várias desculpas inventadas pelos golpistas, mas a mais comum é que o "coitado"não tem documentos para retirar o prêmio e, por isso, precisa de ajuda para fazer o saque. A "pessoa de bem" intervém e sugere uma prova de confiança. Os três entram no carro da "pessoa de bem" – um veículo grande e bonito – e ele busca uma maleta com muito dinheiro – que é falso. 

 4. Na sequência, é a vez da vítima provar que é confiável e, para isso, os golpistas a levam até em casa ou no banco para buscar suas economias. Os estelionatários, inclusive, recomendam para a vítima dizer no caixa do banco que quer tirar o dinheiro para uma reforma ou comprar remédios. Os criminosos não entram no banco, afinal este tem câmeras. 

 5. Após terem certeza que a vítima não tem mais dinheiro para oferecer, o que pode levar horas de "convivência", o "coitado" começa a passar mal. A intenção é que a vítima desça do carro e deixe o dinheiro. Para isso, os golpistas sugerem a compra de uma água, comida ou remédio. 

 6. Quando a vítima retorna, os golpistas já fugiram. Muitos demoram para entender que foram vítimas de golpes. Por vergonha, diversos golpes não são denunciados à polícia, o que dificulta a identificação e prisão dos estelionatários. 

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