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Mistério03/04/2019 | 08h30Atualizada em 03/04/2019 | 08h30

"Não podemos concordar", lamenta família sobre fim de investigação sobre desaparecidos em Vacaria

Após um ano sem pistas, sumiço de empreiteiro e pedreiros ficará sem respostas

"Não podemos concordar", lamenta família sobre fim de investigação sobre desaparecidos em Vacaria Felipe Nyland/Agencia RBS
Esposa de Eleandro Moraes prefere não ser identificada para preservar os dois filhos do casal Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Após um ano sem pistas, a Polícia Civil decidiu arquivar o inquérito sobre três moradores de Caxias do Sul que desapareceram no interior de Vacaria. Para as famílias dos desaparecidos, não há palavras que definam tanto tempo sem respostas. São pais, esposas e filhos que fazem a mesma pergunta: onde eles estão?

— O que sabemos é nada, simplesmente nada. Isso que revolta. Como nada? Não tem como explicar, não ter uma resposta ou uma pista.  Os filhos perguntam do pai, mas não tenho o que dizer. É cruel. É triste. É uma dor sem fim, uma angústia diária — afirma Milena, esposa do empreiteiro Eleandro Aparecido Rodrigues Moraes, 40 anos, , que prefere não ser identificada para preservar os dois filhos do casal.

— É horrível. Fica sempre naquela. O telefone toca, tu achas que é uma notícia. Se chega mensagem, acha que é ele ou até mesmo a polícia. Mas, infelizmente, nunca é nada — lamenta a servidora pública Marilei do Amaral Almeida, 42, mãe do pedreiro Alexsandro do Amaral Correa, 22.

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A intenção da Polícia Civil em encerrar as investigações causa incredulidade e revolta.

— Não podemos concordar. Não são três objetos que estão desaparecidos, são três vidas. São pais, são filhos, são maridos desaparecidos. Não podemos deixar as coisas assim — reclama Milena.

Nelson Soares, Eleandro Moraes e Alexsandro Corrêa (da esquerda para a direita) Foto: Divulgação

Para as famílias, não há dúvidas que houve um crime. Os desaparecidos não ficariam tanto tempo sem fazer contato e, tanto Moraes quanto Correa, foram criados em rios acostumados a nadar e pescar.

— Sabia nadar desde pequeno, se criou em rio, piscina e praia. O que vou dizer? Vivia nos rios com os amigos. Ele é aqui de Vacaria e foi para Caxias atrás de emprego, mas sempre me mandava mensagem. Estava empolgado — lamenta Marilei, lembrando o último contato do filho antes de desaparecer.

A reportagem tentou contato com familiares do pedreiro Nelson Jair Soares, 44, mas não teve resposta.

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