Estudante da UCS é vítima em duplo homicídio em Nova Hartz - Polícia - Pioneiro

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Crime14/04/2019 | 17h59Atualizada em 14/04/2019 | 17h59

Estudante da UCS é vítima em duplo homicídio em Nova Hartz

Homem atirou contra grupo de amigos sem motivação aparente

José Luis Costa e Pioneiro

joseluis.costa@zerohora.com.br

Estudante de Odontologia na UCS e residente em Farroupilha, Felipe Rolim Stein, 21 anos, foi uma das vítimas de um duplo homicídio ocorrido na madrugada deste domingo, em Nova Hartz, no Vale do Paranhana. Ele estava com outros quatro amigos próximo a um bar. Por volta da 1h, um homem armado com uma pistola calibre .380, sem motivo aparente, disparou 12 vezes contra o grupo. Além de Stein, também morreu Juliezer dos Santos Pereira, 20 anos. Capturado logo após por policiais militares, um suspeito identificado como Tulio Rosa dos Santos, 30 anos, foi preso em flagrante apontado como autor do duplo homicídio. 

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Conforme o delegado Fernando Branco, da Delegacia da Polícia Civil de Nova Hartz, o suspeito chegou ao local em um Celta branco. Estacionou o veículo nas imediações e foi até o bar, onde pediu uma bebida. Passou pelo grupo de amigos e retornou para o carro. Instantes depois, o homem voltou. Com a pistola na mão, se aproximou dos jovens e começou a atirar.

— Os rapazes bebiam e conversavam entre eles, sem qualquer anormalidade. Não mexeram com ninguém, não ocorreu nada que justificasse a atitude tomada — afirmou o delegado.  

Em pânico, o grupo tentou escapar. Três jovens correram e conseguiram deixar o local ilesos, mas Juliezer e Felipe não tiveram tempo para isso. O atirador embarcou no Celta e fugiu, tentando deixar a cidade em direção à RS-239. A Brigada Militar foi acionada e, após buscas pela região, PMs interceptaram o carro prendendo o atirador. O homem estava com a pistola, ainda com três cartuchos intactos.

O suspeito foi levado para a Delegacia de Pronto Atendimento da Polícia Civil de Taquara, onde foi autuado em flagrante pelo duplo homicídio. Conforme o delegado Fernando Branco, o atirador se negou a prestar depoimento.

— Em conversar informal, ele pronunciava palavras desconexas, sem sentido algum, e não aparentava estar alcoolizado ou drogado — lembra o delegado, intrigado em descobrir a motivação dos crimes.

Conforme o policial, o homem já atuou como vigilante e, atualmente, estaria trabalhando em uma indústria da região. Ele havia sido preso anteriormente com um carregador de pistola, possivelmente da mesma arma que usou para matar os dois jovens. A pistola está registrada no nome dele, mas o documento está vencido e não possui autorização de porte. No Facebook, o atirador registra frases sobre o "apocalipse, sinais do fim do mundo e volta de Jesus". 

A morte dos jovens abalou a cidade de 21,3 mil habitantes, onde predominam crimes de furto. Em 2018, por exemplo, ocorreram apenas dois homicídios. As vítimas não tinham envolvimento em crimes.

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