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Mistério03/04/2019 | 08h00Atualizada em 03/04/2019 | 08h00

Após um ano sem pistas, Polícia Civil encerra investigações sobre desaparecidos em Vacaria

Sumiço de empreiteiro e pedreiros ficará sem respostas

Após um ano sem pistas, Polícia Civil encerra investigações sobre desaparecidos em Vacaria Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Para chegar até a casa de campo, era necessário seguir dois quilômetros por um acesso improvisado morro abaixo Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Um dos principais mistérios na Serra nos últimos anos ficará sem resposta. A Polícia Civil decidiu arquivar o inquérito sobre três moradores de Caxias do Sul que desapareceram no interior de Vacaria. Eles trabalhavam na construção de uma residência às margens do Rio Pelotas quando sumiram sem deixar vestígios. Um ano depois, o delegado Anderson Silveira de Lima afirma ter esgotado as linhas de investigações.

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Foram 15 dias de buscas pelos bombeiros, inclusive com ajuda de mergulhadores, mais de 10 mandados cumpridos e 60 pessoas ouvidas, inclusive oito vizinhos que passaram  por detector de mentiras. Porém, os resultados foram inconclusivos e o inquérito com mais de 600 páginas terminará sem nenhuma prova.

— Será finalizado sem indiciamento, pois não temos testemunhas ou qualquer informação precisa sobre o que aconteceu. Nem que estão vivos podemos descartar, apesar de ser 99% de certeza que não estão, pois não encontramos os corpos. Não podemos descartar ou confirmar nada — resume o delegado de Vacaria.

Nelson Soares, Eleandro Moraes e Alexsandro Corrêa (da esquerda para a direita)Foto: Divulgação

O empreiteiro Eleandro Aparecido Rodrigues Moraes, 40 anos, com ajuda dos pedreiros Nelson Jair Soares, 44, e Alexsandro do Amaral Correa, 22, foram vistos pela última vez no dia 3 de abril de 2018 na localidade de Capela do Caravaggio para construir uma casa de lazer. Eles passaram pela propriedade de Dinarci Perotoni, pois este era o único caminho para o local da construção da casa de campo.

A hipótese inicial era de afogamento, pois um pequeno barco foi encontrado à deriva. O delegado Lima, contudo, acredita que a maior probabilidade é que os três foram vítimas de um crime.

— Diria que foi um homicídio pelo envolvimento do Eleandro em atividades suspeitas. Ele pegava dinheiro emprestado de um e reemprestava para outro com juros maiores. Não está comprovado se era agiotagem porque este não era o objeto de investigação e ele está desaparecido — aponta.

Agora, a Polícia Civil está digitalizando tudo o que foi investigado para remeter ao Poder Judiciário. O inquérito será analisado pelo Ministério Público que pode pedir novas diligências ou, se concordar que foram esgotadas as possibilidades, pedir o arquivamento. O delegado Lima, porém, ressalta que o surgimento de qualquer nova prova pode reiniciar a investigação e a busca pela solução.

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