"Ele morreu para não entregar o carro de um cliente" afirma filho de vítima de latrocínio em Caxias - Polícia - Pioneiro

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Violência05/03/2019 | 18h39Atualizada em 05/03/2019 | 20h14

"Ele morreu para não entregar o carro de um cliente" afirma filho de vítima de latrocínio em Caxias

Darci Alves de Brito, 68 anos, morreu após criminosos assaltarem a lavagem de carros onde trabalhava no bairro Salgado Filho

"Ele morreu para não entregar o carro de um cliente" afirma filho de vítima de latrocínio em Caxias Antonio Valiente/Agencia RBS
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS
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Quando a maioria da cidade descansava na terça-feira de Carnaval, Darci Alves de Brito, 68 anos, decidiu manter sua lavagem de carros aberta. Era pouco depois do meio-dia quando Tio Brito, como era mais conhecido, continuava a trabalhar na companhia da mulher no momento em que percebeu a chegada de um homem armado anunciando um assalto. Em resposta, Brito teria tentado impedir o roubo do carro de um cliente. Na reação, o criminoso atirou duas vezes contra o idoso. 

Brito morreu na hora atingido por um disparo na cabeça e outro no peito. Ele foi vítima do primeiro latrocínio registrado em 2019 em Caxias.

— Não dá para acreditar numa coisa dessas. Feriado, todo mundo desfrutando do Carnaval e o velho trabalhando e acabou morrendo para não entregar carro de cliente — relata o filho da vítima, Antonio Iradi de Brito, 44 anos.

Natural de Otacílio Costa (SC), Brito morava há mais de 30 anos em Caxias. Residia atualmente no bairro Santos Dumont, a poucas quadras de onde o crime aconteceu, na Avenida Salgado Filho, nos fundos do Aeroporto Regional Hugo Cantergiani.

— Todo mundo gostava dele. A borracharia (na lavagem também funcionava como borracharia) do tio Brito era bem vista na região. Espero que a justiça seja feita e a polícia não deixe o caso ser abafado — desabafa Antonio.

Familiares exaltam o "bom coração" de Brito, que além de trabalhar, gostava de frequentar bailes. 

A humilde lavagem na zona sul de Caxias, pela qual ficou conhecido não simbolizava o tamanho do esforço que marcou a trajetória de vida de Tio Brito. Após trabalhar no campo em Santa Catarina, ele se mudou com a família para Caxias. Aqui, atuou na Fras-le e quando saiu decidiu investir o acerto numa borracharia. 

— Eu e meu irmão também ajudamos financeiramente, mas depois de um tempo tomamos caminhos diferentes. Menos o pai, que continuou. Hoje mesmo (terça-feira) meu filho reclamava de algo e eu lembrei da trajetória de vida sofrida do meu pai. Logo depois, recebi chamada da minha irmã avisando que ele havia sido morto. É difícil acreditar — lamenta Antonio.

Darci deixa três filhos, cinco netos e uma companheira. 

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