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Previna-se13/02/2019 | 16h44Atualizada em 13/02/2019 | 18h21

Saiba quais são os 10 golpes que mais enganam os caxienses

Por dia, em média, três pessoas são alvo de estelionatários em Caxias do Sul 

Saiba quais são os 10 golpes que mais enganam os caxienses Arte Luan Zuchi / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Arte Luan Zuchi / Agência RBS / Agência RBS

Três pessoas são enganadas por golpistas a cada dia em Caxias do Sul. Esta foi a média apresentada pela Polícia Civil, que alerta para o crescimento dos casos virtuais. Até o dia 5 de fevereiro, foram registrados 110 estelionatos. A maioria dos golpes ocorre por meio de celulares e redes sociais, sem haver contato da vítima com o golpista, o que dificulta a identificação e prisão dos autores. Por isso, a Polícia Civil ressalta que conhecer como funcionam os golpes é a melhor forma de prevenção.

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O delegado Luciano Pereira, da 3ª Delegacia de Polícia, aponta que golpe mais comum neste início de ano é o do falso comprador de produtos usados, um dos tantos estelionatos praticados pelo meio virtual:

— O que verificamos na leitura das ocorrências é que o crime (de estelionato) está migrando do presencial para o virtual. É uma tendência que aparece na cidade. Não precisa a presença, basta um telefone celular e esta pessoa começa a aplicar com golpes. Anuncia, conversa, negocia e pega as informações da vítima por redes sociais.

Para dar veracidade à negociação, o estelionatário encaminha imagens de documentos e cartões de banco, que geralmente são de uma vítima anterior. Com editores de imagens, os criminosos falsificam transferências bancárias. Outra forma de enganar o vendedor é o velho depósito do envelope vazio (leia abaixo). 

— O que caracteriza esse tipo de golpe é a velocidade. É muito pouco tempo entre a negociação, o pagamento e o freteiro chegando para buscar o objeto. Eles não dão tempo para a vítima pensar, porque, se pensar, perceberá que alguma coisa está estranha — aponta o delegado Pereira.

OS 10 GOLPES MAIS APLICADOS

:: Falso comprador de produtos usados
O estelionatário busca objetos de seu interesse em sites de anúncios de produtos usados ou nas redes sociais. O mais comum são celulares, mas também há registros de veículos e produtos que podem ser usados em outros crimes. 

As negociações ocorrem em aplicativos de mensagens e nunca de forma pessoal. O estelionatário se passa por outra pessoa, geralmente uma vítima anterior que forneceu fotos de seus dados bancários e documentos de identidade.

Fechada a negociação, o estelionatário envia um comprovante de uma transferência falsificada ou de um depósito efetuado em caixa eletrônico (envelope vazio) e, imediatamente, informa que um parente ou um amigo irá buscar o objeto. Na verdade, quem busca é um freteiro contratado legalmente e que não sabe da armação. 

A característica deste golpe é a velocidade entre o pagamento e a busca do objeto, além da pressão feita pelo "comprador" para receber logo o produto. Quando o vendedor percebe o golpe, o estelionatário costuma fazer ameaças para que a vítima ainda assim encaminhe o objeto.

:: Conto do bilhete premiado
Um dos golpes mais antigos, mas que continua a fazer vítimas na Serra. Os estelionatários agem em duplas e possuem roteiro para enganar seus alvos, a maioria idosos.

O golpe costuma ocorrer em locais de grande fluxo de pessoas, como praças e regiões comerciais ou com vários bancos. O primeiro estelionatário a abordar a vítima se finge de uma pessoa humilde. Após pedir informações, diz que ganhou um prêmio, mas precisa de alguma ajuda para resgatar o valor.

Logo, aparece o segundo golpista, uma pessoa bem vestida e disposta a ajudar. Como prova de confiança, ele oferece uma mala de dinheiro para o "humilde" e pede para que a vítima faça o mesmo. Acreditando que vai receber uma recompensa maior, a vítima acaba repassando valores.

:: Falso sequestro
Este golpe por telefone é aplicado com base nas informações obtidas da própria vítima. O estelionatário liga aleatoriamente para telefones e, quando é atendido, afirma que sequestrou um parente da vítima.

Com ameaças e aproveitando do pânico que a vítima sente no momento, os golpistas exigem dinheiro para liberar o "parente". É comum, ao fundo, os criminosos imitarem agressões e gritos de dor para exercer ainda mais pressão na vítima ao telefone.

Foto: Arte Luan Zuchi / Agência RBS

:: Torpedo premiado
Outro golpe antigo, que ficou conhecido por mensagens de celular (SMS). Hoje, também ocorrem por redes sociais e e-mail. A vítima recebe uma mensagem informando que foi contemplada em um sorteio e tem direito a um prêmio, mas para isso é preciso ligar para um determinado telefone. 

Os criminosos simulam uma central de atendimento e convencem a vítima a depositar valores em várias contas como encargos. A vítima só percebe que caiu no golpe após vários depósitos.

:: Publicidade em lista telefônica
Os golpistas ligam para empresas oferecendo gratuitamente serviço de propagandas em sites de listas telefônicas, que, supostamente, são muito acessados. 

Após a empresa aceitar, é enviado um e-mail para confirmar os dados e a assinatura da vítima. Por não ler o conteúdo, a vítima assina um contrato com valores elevados.

Após alguns dias, a vítima recebe uma ligação do estelionatário com ameaças de protesto da dívida e cadastro em listas de devedores. Para "não sujar seu nome", a vítima aceita um acordo e paga a suposta dívida aos estelionatários.

:: Falso problema mecânico
Outro golpe por ligação telefônica. A vítima recebe uma ligação sobre um parente que quebrou o carro na estrada e procurou uma oficina, mas esqueceu a carteira em casa. Os golpistas pedem que a vítima deposite o valor do conserto na conta do suposto mecânico, pois o parente irá o devolver o dinheiro depois.

:: Sites de compras ou de empréstimos falsos
A vítima procura em sites de pesquisas algum produto ou empréstimo pelo preço mais vantajoso, mas não tem os cuidados necessários na internet.

No caso do empréstimo, o estelionatário exige vários depósitos de dinheiro para pagamento de taxas. 

No caso das compras, é emitido um boleto que contém o código de barras de uma compra realizada pelo próprio estelionatário e não a compra da vítima. Após o pagamento do boleto, geralmente o site é deletado.

:: Falso boleto
Por meio de um vírus instalado por sites duvidosos, o estelionatário começa a coletar dados do computador da vítima e aguarda a vítima fazer uma compra pela internet. Na sequência, o golpista envia um segundo boleto da compra para o e-mail da vítima, oferecendo um desconto. Este segundo boleto é falso e se refere a uma outra compra feita pelo estelionatário. Ou seja, a vítima paga uma compra do golpista e não efetua o pagamento da sua compra.

:: Fishing (pesca em inglês)
É uma fraude eletrônica em que os criminosos tentam adquirir dados pessoais das vítimas, como senhas e informações bancárias. O golpista se faz passar por uma empresa ou um ente público confiável e entra em contato por mensagem de redes sociais ou e-mail. O contato inclui um link que dá acesso a uma página falsa ou para instalação de um vírus.

:: Falso teste da máquina de cartões e de recargas
O estelionatário telefona para a vítima fingindo ser o funcionário da empresa responsável e informa a necessidade de fazer uma atualização no aparelho. Com os códigos passados pelo criminoso, o funcionário habilita a máquina para recargas de celular. 

Na sequência, o estelionatário diz que é preciso fazer alguns testes e que irá resetar o aparelho depois. Esses testes, na verdade, são recargas para vários celulares, geralmente com valores altos. 

FIQUE ATENTO

:: O envelope vazio
O depósito do envelope vazio não é um golpe específico, mas um meio de enganar as vítimas. Este depósito é feito em caixas eletrônicos, onde é informado o valor combinado com a vítima ou até maior. Este valor aparece no extrato como "a compensar", porém muitas vítimas acreditam que o dinheiro já entrou e concluem a negociação. O depósito, contudo, só é compensado após o banco verificar o envelope — que, neste caso, está vazio e a transação é cancelada. 

Este truque, que pode ser utilizado em diversos enredos de golpes, é mais utilizado antes de finais de semana ou feriados, pois o banco só irá verificar o envelope no próximo dia útil.

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