"Se não entregar o dinheiro, vou te matar", disse criminoso durante assalto a banco em Cambará do Sul - Polícia - Pioneiro

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Ataque ao Banrisul07/11/2018 | 13h43Atualizada em 07/11/2018 | 15h12

"Se não entregar o dinheiro, vou te matar", disse criminoso durante assalto a banco em Cambará do Sul

Bandidos armados com fuzis renderam funcionários e clientes em ação no final desta manhã

"Se não entregar o dinheiro, vou te matar", disse criminoso durante assalto a banco em Cambará do Sul Christiam Tisatto/Arquivo Pessoal
Foto: Christiam Tisatto / Arquivo Pessoal

O gerente da agência do Banrisul assaltada no final desta manhã em Cambará do Sul conversou com o Pioneiro e relatou como foi a ação dos bandidos e os momentos de pânico vividos pelos funcionários e clientes.

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Segundo Alexandre Brusch, dois criminosos entraram no prédio, por volta das 11h45min, encapuzados, armados com fuzis e vestindo coletes à prova de balas. Eles renderam o vigilante, funcionários e clientes e mandaram que deitassem no chão. A dupla levou o dinheiro do cofre, que recém havia sido abastecido por um carro-forte, dos caixas e dos terminais eletrônicos. O valor não foi informado.

Apesar da atitude violenta de um dos bandidos, ninguém ficou ferido. No lado de fora, outros dois criminosos fizeram um cordão humano enquanto os comparsas agiam dentro da agência. Um quinto integrante do grupo estaria em um ponto de observação no alto de uma colina com vista para o banco.

O bando fugiu levando quatro reféns, entre funcionários e vigilante. Na ERS-020, o grupo abordou um caminhoneiro, posicionou o veículo atravessado na pista, furou os pneus e ateou fogo para retardar a polícia. 

Segundo o Grupo Rodoviário da Brigada Militar de Gramado, que atendeu à ocorrência, eles fugiram em direção à Praia Grande, Santa Catarina.

A agência permanecerá fechada nesta quarta. A reabertura nesta quinta será avaliada. O banco não tem câmeras de monitoramento.

Confira trechos da entrevista:

Pioneiro: Como foi a ação dos criminosos?
Alexandre Brusch: Estava dentro da agência, vi dois aqui dentro, dois lá fora, e um tinha um de olheiro, em cima de um morro que tem aqui. Estavam encapuzados, com colete, inclusive, e fuzis. Armamento pesado. Entraram com fuzil apontado. Quebraram os vidros perto da porta com uma machadinha. Foram rendendo todo mundo, mandaram deitar no chão e disseram: "Cadê o gerente. Queremos o dinheiro." Pediram tudo o que tinha de dinheiro. Fizeram uma limpa. Não abriram por fora os caixas eletrônicos, mas exigiram que abríssemos.

Eles foram violentos?
Um deles era violento. Dizia: "Se não entregar o dinheiro, se não entregar tudo vou te matar. Vou estourar uma bomba". O outro era mais tranquilo, parecia saber (como proceder), porque dizia para o outro: "Vai com calma, tem que esperar o cofre abrir". 

Quantas pessoas estavam na agência?
Umas 20 pessoas, mais ou menos. Com os funcionários, umas 30. Levaram reféns, quatro pessoas, funcionários e o vigilante.

Alguém se feriu?
Não.

Liberaram os reféns na fuga?
Eles foram liberados na ERS-020. Pegaram carona e vieram para cá (agência). Eles (bandidos) pararam, pegaram um caminhão, atiraram e furaram os pneus, colocaram fogo no caminhão para evitar a polícia e soltaram os reféns ali. Saindo de Cambará, depois do pórtico.

Como estão os funcionários, agora?
Passado o susto, está tudo bem. Estamos nos recuperando, na verdade. A agência não abrirá hoje.

Quando foi o último assalto à agência?
Ontem (terça-feira) fez três anos do último assalto.

 
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