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Operação Dissolutio04/10/2018 | 07h20Atualizada em 04/10/2018 | 07h31

Como a BM efetuou 60 detenções em 21 dias em Bento Gonçalves

Com 20 PMs a mais, Brigada Militar ampliou presença contra o tráfico

Como a BM efetuou 60 detenções em 21 dias em Bento Gonçalves Lucas Amorelli/Agencia RBS
Bairro Eucaliptos registrou cinco dos 38 assassinatos no município Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Romper o problema por sua raiz. Essa é a missão expressa no nome da Operação Dissolutio, lançada pela Brigada Militar (BM) como resposta à onda de homicídios motivada pelo tráfico de drogas em Bento Gonçalves. Em 21 dias, foram 60 detenções e 12 armas apreendidas. A principal diferença é o aumento do efetivo: 20 policiais das Patrulhas Especiais (Patres) de Porto Alegre subiram a Serra para atuar nas áreas mais conflagradas. 

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O setor de inteligência da BM aponta que 90% das vítimas dos 38 assassinatos deste ano possuíam antecedentes criminais ou envolvimento com entorpecentes. Não por coincidência, os bairros com mais mortes são aqueles que, historicamente, sofrem com a presença de traficantes. Para o combate, foram chamados policiais treinados e com experiência neste tipo de conflito.

— A missão desta companhia é justamente atuar nas áreas conflagradas, onde o domínio do tráfico é muito forte. Viemos apoiar o comando da Serra e realizar o mesmo trabalho que é feito na Capital: o combate diretamente dentro das vilas em busca de armas, drogas e evadidos do sistema prisional — explica o sargento Mateus de Freitas Gonçalves, que liderava a Patres durante incursões no dia 26 de setembro, quando o Pioneiro acompanhou o trabalho da BM por algumas horas.

Uma das incursões ocorreu no bairro Eucaliptos, que fica no acesso da cidade para quem vem de Caxias do Sul. Naquele final de tarde, crianças jogavam bola a menos de uma quadra de um conhecido ponto de venda de crack. A presença dos brigadianos não atrapalhou a brincadeira, mas o possível traficante não foi mais visto. A geografia íngreme do bairro e as diversas vielas entre as casas facilitam a fuga dos delinquentes.

— (Uma prisão) tem de ser na chegada. Depois, todos ficam sabendo que a polícia chegou. Há apenas uma entrada e saída (para carros) do bairro, mas diversas rotas de fuga à pé por entre as moradias. Não é fácil pegá-los — explica um agente da inteligência do 3º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (3º BPAT).

...

Apesar dos obstáculos, as prisões no Eucaliptos são comuns. Neste ano, já foram 15 flagrantes por tráfico de drogas e três por porte ilegal de arma de fogo. Uma prova da repressão qualificada feita pelo Pelotão de Operações Especiais (POE) da cidade.

— (A melhora nos resultados) é do trabalho conjunto. (O reforço) agrega as ações que já tinham sido feitas. A diferença é, justamente, o maior número de efetivo. O nosso POE já realiza essas intervenções e ações preventivas nas vilas. O que melhorou é a questão de volume. Temos também a rotina de atendimentos corriqueiros, que permanece sendo feita — aponta o capitão Rogério Schuh, do 3º BPAT.

OPERAÇÃO DISSOLUTIO
:: 21 dias (começou em 12 de setembro)
:: 60 detenções

Apreensões:
:: 12 armas de fogo
:: 638 pedras de crack
:: 181 gramas de cocaína
:: 634 gramas de drogas sintéticas
:: 3,3 quilos de haxixe

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