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Recorde de crimes15/10/2018 | 13h10Atualizada em 15/10/2018 | 13h10

Bento Gonçalves receberá policiais civis especializados em homicídios

Com 41 assassinatos em 2018, ultrapassando o total de casos do ano passado, cidade recebeu reforço nesta segunda-feira

Bento Gonçalves receberá policiais civis especializados em homicídios Raquel Fronza / Agência RBS/Agência RBS
Na última segunda-feira (8), dois homens foram mortos em chapeação do bairro Licorsul Foto: Raquel Fronza / Agência RBS / Agência RBS

Seis policiais civis da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Porto Alegre reforçarão o efetivo de Bento Gonçalves na investigação de mortes violentas. A cidade já registrou 41 assassinatos neste ano contra 34 em todo o ano passado. Os policiais se somam a outros quatro de Porto Alegre que já foram encaminhados para reforçar a polícia em Bento. A informação foi divulgada pelo secretário da Segurança Pública do Estado, Cezar Schirmer, nesta segunda-feira (15) em sua conta no twitter.

— Enquanto os homicídios vêm caindo em todo o Rio Grande do Sul, em Bento Gonçalves, excepcionalmente, há um aumento deste crime em razão do tráfico de drogas. Por isso, determinei reforço policial para o município — escreveu.

A Polícia Civil tem enfrentado dificuldades na investigação dos crimes em Bento. A taxa de inquéritos remetidos à Justiça com identificação de autoria fica em torno de 20%.

Conforme o delegado Gabriel Bica, titular da Divisão de Homicídios de Porto Alegre, a equipe chegou a Bento já nesta segunda (15) e é composta por policiais que se destacam em diferentes linhas, como o atendimento no local de crime, investigação e produção de inquérito. O mais experiente, conforme ele, é um comissário que se destaca na investigação e que já chefiou equipes de diversas delegacias. Esses policiais devem ficar em Bento por 30 dias, mas esse período pode ser revisado conforme a necessidade.

Conforme o delegado, a dificuldade na investigação de crimes varia de acordo com cada lugar, mas um dos problemas é o temor de pessoas em repassarem informações à polícia com modo de represálias. 

Schirmer também informou que a partir de terça (16) a Força Gaúcha de Pronta Resposta também vai dar reforço em Bento Gonçalves, se juntando a policiais do Batalhão de Operações Especiais  (BOE) de Porto Alegre que já atuam na região. A Força Gaúcha é formada por servidores aposentados da Brigada Militar que voltam a integrar o efetivo, além de contar com policiais civis e peritos do IGP.  

Conforme o comandante do Comando Regional de Policiamento Ostensivo na Serra (CRPO/Serra), coronel Ricardo Fraga Cardoso, esse efetivo ficará baseado em Bento, mas poderá ser empregado em outras cidades da região, especialmente nesse período do ano em que o fluxo turístico na Serra aumenta, às vésperas do Natal. O coronel explica que a Força Gaúcha tem o papel de tornar o policiamento visível à população, enquanto que as patrulhas do BOE atuam na repressão ao crime, com abordagens a pessoas e barreiras. 

O coronel destaca a atuação dessas equipes em Caxias do Sul, que completou 32 dias sem assassinatos. As patrulhas do BOE estão há 25 dias em Bento, onde chegaram em setembro, após a cidade igualar o número de assassinatos com todo o ano de 2017.

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