Réu é julgado por homicídio que fez parte de guerra do tráfico em Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro

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Operação Sepultura14/06/2018 | 09h07Atualizada em 14/06/2018 | 09h07

Réu é julgado por homicídio que fez parte de guerra do tráfico em Caxias do Sul

O crime ocorreu na tarde de 16 de agosto de 2015 entre o Presídio Regional e a UCS 

Réu é julgado por homicídio que fez parte de guerra do tráfico em Caxias do Sul Policia Civil / divulgação/
Foto: Policia Civil / divulgação

Um dos principais alvos da Operação Sepultura, maior mobilização recente da Polícia Civil de Caxias do Sul, Robson Luis Fiorentina Neto será julgado nesta quinta pelo homicídio qualificado de Maurício Lopes do Rosário da Silva e tentativa de homicídio contra outras duas pessoas. O crime ocorreu na tarde de 16 de agosto de 2015, entre o Presídio Regional de Caxias do Sul e a Universidade de Caxias do Sul (UCS). 

O assassinato fez parte de uma disputa sangrenta pelo controle do tráfico de drogas no bairro Euzébio Beltrão de Queiróz entre agosto de 2015 e maio de 2016. Conforme a investigação da Operação Sepultura, o grupo liderado por Eduardo Junior da Rosa, conhecido como Foguinho, e Luciano da Silva de Godoi, o Lucianinho, desafiou o bando chefiado por Fiorentina Neto e sua companheira, Cristiana Aparecida Moraes Martins, a Cristianinha, que, na época, gerenciavam a venda de entorpecentes na região. O conflito resultou em oito mortes.

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Maurício, no entanto, não faria parte desta guerra do tráfico. O alvo do ataque daquele dia seria João Carlos Ferreira dos Reis, que foi baleado e sobreviveu. Maurício estava na carona para visitar sua namorada, uma apenada que é cunhada de João Carlos. No mesmo carro estava Nair de Lourdes Maciel, sogra de Maurício e João Carlos, que também foi baleada no ataque. Estas duas tentativas de homicídio também serão julgadas pelo júri desta quinta-feira.

O ataque, conforme a investigação, seria uma resposta ao homicídio de Gedson Pires Braga, 24, o Cavernoso, ocorrido na madrugada anterior no bairro Euzébio Beltrão de Queiróz. Lucianinho foi indiciado pelo crime. Cavernoso é conhecido por ter sido apontado como autor do assassinato da estudante Ana Clara Adami, 11 anos, durante um assalto no bairro Pio X no dia 16 de julho de 2015.

Em seu depoimento, Fiorentina Neto negou a prática dos fatos e afirmou que estava em casa no dia e hora do homicídio. O réu ainda afirmou que soube, no presídio, que quem estaria traficando Beltrão de Queiróz seria a mulher de João Carlos e que o casal o estaria acusando por acreditar que ele (Fiorentina Neto) é uma ameaça a sua liderança na venda de drogas.

Mesma ocorrência, outro criminoso

Por estes crimes em julgamento, Tiago Moraes Maciel, o Sal, já foi condenado a 29 anos e oito meses de reclusão. Ele é apontado como um aliado de Fiorentina Neto e foi o motorista do Tempra utilizado no ataque e que deu fuga ao autor dos disparos. Os dois réus responderam a processos diferentes porque Fiorentina Neto não compareceu a uma audiência. Para que Maciel, que estava recolhido em prisão preventiva, não fosse prejudicado, a magistrada determinou a cisão dos processos.

O júri de Maciel ocorreu em 12 de junho do ano passado e a sentença foi mantida após recurso ao Tribunal de Justiça, em 27 de setembro de 2017. Com outras condenações por tráfico de drogas e porte ilegal de arma, Maciel possui uma pena total de 50 anos de reclusão e está recolhido no Presídio Regional de Caxias do Sul.

Crimes

No julgamento, Fiorentina Neto também responderá por corrupção de menores, pois levou João Vitor Santos da Silva, o Vitinho, na época com 15 anos, no ataque em frente ao Presídio Regional. Seis meses depois, em 16 de fevereiro de 2016, o adolescente foi assassinado com um tiro na cabeça na Rua Henrique Cia, no Euzébio Beltrão de Queiróz. Conforme a investigação da Polícia Civil, o homicídio teria sido cometido por Lucianinho.

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