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Justiça12/06/2018 | 06h05Atualizada em 12/06/2018 | 06h05

Quem são os presos com as maiores condenações em Caxias do Sul

Reincidência criminosa é o perfil mais comum entre os detentos com as penas mais longas

Quem são os presos com as maiores condenações em Caxias do Sul Reprodução/
Foto: Reprodução

Ao contrário do que poderia se imaginar, não são os criminosos envolvidos nos crimes mais graves que possuem as maiores penas no sistema prisional de Caxias do Sul. Entre os 10 detentos com as maiores condenações, o que chama a atenção é reincidência. São assaltantes que cometem uma sequência de delitos até serem detidos pela resposta policial. 

Apesar de não ter a rapidez necessária para conter esses bandidos contumazes, o sistema penal não confirma, no município, a sensação de impunidade tão comentada em redes sociais. Juntos, os 10 principais detentos de Caxias do Sul somam mais de 918 anos de sentença.

Vale ressaltar que essa refere-se a detentos ligados a Caxias do Sul, ou seja, não considera criminosos que atuaram na região e hoje estão recolhidos em presídios de outras cidades. É o caso do assaltante de banco José Carlos dos Santos, o Seco, que possui uma pena de 188 anos e 10 meses e estava recolhido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) antes de ser transferido para um presídio federal durante a Operação Pulso Firme, em julho do ano passado.

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Por lei, o tempo de cumprimento da pena não pode ser superior a 30 anos. Caso ocorram novas condenações, as penas serão unificadas para que o limite máximo seja atendido.

OS 10 PRESOS EM CAXIAS DO SUL COM AS MAIORES PENAS

Genivaldo de Souza Borges, o GateadoFoto: Reprodução

Genivaldo de Souza Borges, 54 anos, o Gateado
Pena total: 119 anos e dois meses
Detento na Penitenciária Estadual de Caxias do Sul, no Apanhador

Natural de Vacaria, Genivaldo afirmava ser ladrão por profissão. O depoimento foi dado durante o júri de Caxias do Sul em 15 de julho de 1993. Antes daquele dia, o réu já havia sido condenado por latrocínios (roubo com morte) em Vacaria e Lages (SC), ambos praticados em 1990, e uma série de assaltos em Curitiba (PR), em 1992, além de dois assassinatos em Porto Alegre, em 1991 e 1992.

Com mais de 90 anos de prisão a cumprir, Genivaldo não estava preocupado com o resultado daquele julgamento e insultou o juiz e o promotor envolvidos. Apesar das recomendações de seu advogado, não demonstrou remorso e disse lembrar de como a bala atravessou o pescoço do pedreiro Jorge Monteiro Duarte. O crime aconteceu na estrada velha para Flores da Cunha em 4 de janeiro de 1991. O homicídio foi qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, resultando em mais 19 anos de pena para o réu. Genivaldo, porém, não demonstrou interesse no resultado. Pelo contrário, prometeu fugir da cadeia para matar outros "que estavam lhe devendo".

Além de não conseguir fugir, o assaltante acumulou outra sentença na prisão. Em 18 de agosto de 2008, agentes penitenciários encontraram quatro porções de maconha e 50 pedras de crack escondidos em um colchão e uma bermuda na cela de Genivaldo na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Como as celas eram individuais, o presidiário foi condenado a mais sete anos de prisão por tráfico de drogas.

Em 2012, Genivaldo foi transferido para a Penitenciária Estadual no Distrito do Apanhador, onde segue recolhido em regime fechado. Ele ainda possui 90 anos e seis meses de reclusão a cumprir. Sua progressão de regime é prevista para fevereiro de 2028. A estimativa é que o apenado continue ligado ao sistema penitenciário até 2108.

Maicon Vinicius Duarte BritoFoto: Reprodução

Maicon Vinicius Duarte Brito, 32 anos
Pena total: 111 anos e seis meses
Detento no Presídio Regional de Caxias do Sul

Brito é um exemplo de como o sistema penal brasileiro tem dificuldades em dar uma resposta a "pequenos" ladrões contumazes. O apenado possui 24 condenações por crimes cometidos entre 2008 e 2011, sendo 21 por assaltos. Seus roubos eram rápidos e buscavam pequenos valores. 

Os relatos apontam que Brito tinha por prática assaltar passageiros de ônibus e preferia vítimas mulheres. O seu modo de operação pode ser constatado no último crime conhecido pela Justiça: em 13 de abril de 2011, após ter sido beneficiado com a liberdade provisória em janeiro, Brito embarcou no ônibus da linha Cruzeiro e assaltou dois homens e uma mulher que sentavam nos fundos do veículo. O criminoso ameaçou as vítimas com a mão embaixo do casaco e roubou dois celulares e R$ 800. Por este crime, o assaltante foi sentenciado a seis anos de prisão.

A maior sentença de Brito é de oito anos e três meses, referente a um roubo a pedestre ocorrido em 4 de janeiro de 2011. Conforme a denúncia, Brito perguntou as horas para duas mulheres que caminhavam pela Rua Bento Gonçalves e, ao se aproximar, sacou um revólver. Foi roubado um celular e um MP4 das vítimas.

Conforme as informações do Tribunal de Justiça, Brito foi denunciado por este crime em outubro de 2012 e a condenação só foi proferida em maio do ano passado — cinco anos e quatro meses após o crime. Na ocasião, o juiz João Paulo Bernstein ressaltou que os 21 antecedentes do réu demonstram, "inexoravelmente, a personalidade voltada a prática de delitos de forma reiterada".

Lamartine Nixon Pereira, o NixonFoto: Reprodução

Lamartine Nixon Pereira, 49 anos, o Nixon
Pena total: 100 anos e oito dias
Detento na Penitenciária Estadual de Caxias do Sul, no Apanhador

As oito condenações por roubo apresentam o modo de operação: Nixon só participava de roubos em quadrilhas com informações privilegiadas sobre casas com altos valores em dinheiro e joias. Natural de Paranaguá (PR), ele iniciou a carreira criminosa nos anos 1990 em Santa Catarina, onde foi condenado por roubo e estupro. A primeira aparição dele em Caxias do Sul ocorreu em agosto de 2003, quando bandidos do Estado vizinho roubaram R$ 800 mil em joias de um apartamento do edifício Parque do Sol — um arranha-céu de 114 metros no Centro.

Em 2007 e 2008, em idas e vindas de Santa Catarina a Caxias do Sul, Nixon foi condenado por mais três assaltos. Em maio de 2012, foi preso em flagrante pela Brigada Militar durante roubo em um apartamento da Rua Andrade Neves.

Já com 61 anos de condenação, Nixon virou alvo da Polícia Civil caxiense em 2014. Na época, o assaltante cumpria pena em regime semiaberto — o que não o impedia de integrar uma quadrilha que praticava crimes em série em Caxias do Sul e Teutônia. Ao sair do albergue prisional na manhã no dia 23 de junho, supostamente para trabalhar, Nixon foi detido pelos investigadores. O mandado de busca na casa do apenado resultou na apreensão de duas pistolas e diversos objetos roubados.

O último capítulo de Nixon foi uma fuga do Presídio Regional de Caxias do Sul em janeiro de 2016. Um outro detento com um celular gravou o assaltante e outros dois detentos escalando muralha com apoio de uma jiboia (corda feita de lençóis).

Foto: Reprodução

Leandro da Silva Wolf, 37 anos, o Pimentinha
Pena total: 95 anos e seis meses
Detento na Penitenciária Estadual de Caxias do Sul, no Apanhador

Em setembro de 2006, moradores do bairro Euzébio Beltrão de Queiróz aplaudiram os policiais militares que prenderam Pimentinha. O criminoso era conhecido por andar armado e efetuar tiros gritando que era perigoso. Seu extenso tempo de condenação tem relação direta com o cenário de violência que prejudica o bairro há anos.

O primeiro crime de Pimentinha ocorreu 22 dias após completar 18 anos, e resultou numa condenação de três anos por tráfico de drogas. No entanto, sua fama (e alta pena) são por assassinatos. Em 2007, ele matou um homem em uma discussão sobre R$ 10. Em 2009, Pimentinha foi condenado a 34 anos de prisão por um duplo homicídio ocorrido três anos antes.

No presídio, Pimentinha continuou a causar problemas. Em 2005, ele foi um dos 11 detentos transferidos após a descoberta de dois planos de fuga da então Penitenciária Industrial de Caxias do Sul: um envolvendo dinamites e outro um túnel já com três metros escavados.

Em 2010, Pimentinha foi um dos 14 detentos denunciados por um homicídio ocorrido dentro da Penitenciária Estadual no Distrito do Apanhador. Conforme o Ministério Público, o grupo de presos da galeria B obrigaram Marcelo Roberto de Oliveira Gomes a ingerir 10 gramas de crack diluídas em água. A vítima convulsionou e foi asfixiada com um saco de pão. O crime foi uma vingança a um homicídio relacionado à guerra do tráfico no bairro Euzébio Beltrão de Queiróz ocorrido na manhã anterior. Pimentinha não foi condenado por este caso.

Adriano de Oliveira Noronha, o Alemão NoronhaFoto: Reprodução

Adriano de Oliveira Noronha, 46 anos, o Alemão Noronha
Pena total: 93 anos e quatro meses
Detento na Penitenciária Estadual de Caxias do Sul, no Apanhador

Noronha ganhou as páginas policiais em 1994, quando matou o comerciante Neido Granella no bairro Cruzeiro a golpes de artes marciais. Em um depoimento considerado de "extrema frieza" pelo delegado da época, o então segurança desempregado confessou o assassinato e afirmou que a vítima lhe devia R$ 250. Noronha foi indiciado por latrocínio (roubo com morte) por ter levado o relógio e dinheiro das vítimas, mas acabou sendo condenado a 17 anos de prisão por homicídio e furto.

Quando deixou o sistema penitenciário, Noronha ingressou de vez no mundo do crime e participou de assaltos em Caxias do Sul, Farroupilha, Panambi e Santa Catarina nos anos de 1998 e 1999. A sequência de crimes terminou quando a quadrilha de Noronha virou alvo da Polícia Civil caxiense e o criminoso foi novamente preso.

Em setembro de 2006, quando gozava do benefício de serviço externo, Noronha foi preso em flagrante em casa no loteamento Vila Amélia. Na ocasião, os PMs averiguavam uma denúncia anônima no endereço e foram recebidos a tiros por Luiz Jairo Fernandes da Silva, um foragido que morreu no confronto. Noronha foi detido dentro da casa, onde foram apreendidas porções de maconha e crack. Por este fato, o apenado foi condenado a mais 3 anos e oito meses de prisão.

Dentro da cadeia, Noronha também foi denunciado pelo homicídio do detento Marcelo Roberto de Oliveira Gomes na Penitenciária Estadual no Distrito do Apanhador, em julho de 2010. Ele não foi condenado por este crime. O criminoso ainda foi indiciado pela Polícia Civil por homicídios ocorridos em 23 de junho de 2006 e 20 de agosto de 2010.

Há anos, por sua liderança entre os demais detentos, Noronha é o encarregado do chamado "plantão de galeria". Ele é responsável pelas chaves da galeria B da Penitenciária Estadual, no Apanhador, e por chamar os apenados com que a Susepe precisa para procedimentos — como transporte para audiências ou atendimento médico.

Carlos Luiz da Silva, o CarlinhosFoto: Reprodução

Carlos Luiz da Silva, 43 anos, o Carlinhos
Pena total: 87 anos e quatro meses
Detento no Presídio Regional de Caxias do Sul

Aos 16 anos, Carlinhos teve cinco dedos das mãos decepados por "justiceiros". O adolescente era suspeito de um furto em supermercado e foi atacado por três homens. Após receber dois tiros, golpes de facão e corrente, o jovem foi abandonado em um matagal e precisou se arrastar para pedir ajuda.

O caso de"justiça com as próprias mãos" resultou na condenação de dois agressores e não mudou o destino da vítima. Cinco anos depois, no dia 5 de outubro de 1996, quando tinha 21 anos, Carlinhos e outros dois homens mataram o dono de uma lancheria em um assalto nas proximidades do Rio Buratti. Menos de duas semanas após o latrocínio, Carlinhos deu entrada no sistema penitenciário. A condenação a 20 anos e seis meses de reclusão foi proferida no ano seguinte.

A rápida resposta do sistema penal e os anos de cadeia, porém, não fizeram o assaltante repensar a carreira criminosa. Entre julho e setembro de 2002, quando era foragido da Justiça, Carlinhos integrou uma quadrilha que praticou dezenas de assaltos em diversas cidades da Serra, incluindo o roubo a casa de um policial civil.

O grupo criminoso mobilizou as polícias de Farroupilha, Garibaldi, Bento Gonçalves, Veranópolis e Caxias do Sul. Apenas em setembro, foram 14 assaltos praticados pela quadrilha que resultaram condenações. Carlinhos foi reconhecido em roubos a residência, de carro e a estabelecimentos comerciais. O criminoso era facilmente identificado por utilizar uma pistola niquelada e não ter cinco dedos das mãos.

Edmar Barbosa Borges, o DiFoto: Reprodução

Edmar Barbosa Borges, 35 anos, o Di
Pena total: 80 anos e quatro meses
Detento na Penitenciária Estadual de Caxias do Sul, no Apanhador

Metade da pena de Borges é referente a um crime bárbaro no interior de São Francisco de Paula no dia 25 de outubro de 2005. Logo após o amanhecer, o assaltante e um comparsa renderam mãe e filha que alimentavam as vacas da propriedade rural. Após duas horas revirando a moradia em busca de dinheiro e objetos de valor, Borges levou as duas vítimas, que estavam amarradas, até o banheiro e as alvejou com seu revólver calibre .32.

Fabiana Cristina Hoffman de Oliveira morreu com três disparos na cabeça. Sua mãe, Elaines Batista Hoffman e Silva, foi atingida no braço e pescoço. Ela sobreviveu porque se fingiu de morta. Após a fuga dos assaltantes, Elaines caminhou por um quilômetro para pedir socorro a um vizinho.

O assalto e execução teriam sido cometidos a pedido de um "amigo" das vítimas, que contou a Borges que elas teriam muito dinheiro. Pelo menos esse foi o comentário de Borges às duas mulheres antes de atirar contra elas. Em seu depoimento, Elaines relatou que o assaltante era bastante violento com sua filha e, desde o início, avisou que iria matá-las.

Na época do latrocínio, Borges era foragido da Justiça e investigado por integrar uma quadrilha que praticava uma série de assaltos na zona norte de Caxias do Sul. O bando era conhecido por agredir suas vítimas e, ao contrário de outros assaltantes, não se importavam em roubar no próprio bairro que residiam — o Fátima.

No total, Borges foi condenado por nove assaltos praticados entre 2003 e 2006.

Edson Rafael Ribeiro de AthaydesFoto: Reprodução

Edson Rafael Ribeiro de Athaydes, 29 anos
Pena total: 79 anos e nove meses
Detento no Presídio Regional de Caxias do Sul

A pena elevada de Athaydes é explicada pelo seu crime preferido: roubo seguido de estupro. O apenado foi condenado por três casos ocorridos entre outubro de 2010 e janeiro de 2011. Para concretizar seus assaltos, Athaydes escalava prédios do bairro São Pelegrino e invadia os apartamentos por janelas abertas. As vítimas eram rendidas e o criminoso revirava os cômodos em buscas de valores. Ao final, se a vítima fosse mulher, o criminoso cometia o abuso.

O primeiro caso ocorreu em 22 de outubro de 2010, quando Athaydes e um comparsa assaltaram uma agência de "garotas de programas" no bairro São Pelegrino. Armado, o assaltante levou uma das mulheres para um quarto e a constrangeu à conjunção carnal.

O crime seguinte comprovado aconteceu na manhã de 16 de novembro de 2010, quando Athaydes invadiu um apartamento da Rua Olavo Bilac e rendeu uma mulher que cuidava de uma idosa. Após comer, beber e revirar os móveis, o assaltante colocou a faca no pescoço da vítima e a estuprou.

O terceiro roubo com estupro ocorreu na Rua Visconde de Mauá no dia 25 de janeiro de 2011. Com um revólver, Athaydes rendeu um casal e começou a procurar por objetos de valor. Após amarrar o marido, o assaltante abusou da mulher.

A sequência de Athaydes terminou em dia 29 de janeiro de 2011. Na ocasião, o assaltante praticou o mesmo modo de operação, mas invadiu o apartamento de uma policial militar. A vítima percebeu a ação criminosa e chamou por colegas. Antes de se render, Athaydes ficou 40 minutos trancado no banheiro com o marido da PM de refém.

Pelos três assaltos com estupro, Athaydes acumulou uma pena de 45 anos e sete meses. O apenado possui outras seis condenações por roubo e três por furto. Sua progressão de regime é prevista para outubro de 2033.

Leonir Hartwig dos Santos, o CebolinhaFoto: Reprodução

Leonir Hartwig dos Santos, 40 anos, o Cebolinha
Pena total: 78 anos e sete dias
Detento no Presídio Regional de Caxias do Sul

Cebolinha é mais um exemplo de assaltantes que seguem roubando até acumularem penas e ficarem definitivamente presos. O ladrão iniciou seus crimes em Pelotas, sua cidade natal, e foi condenado por três assaltos ocorridos entre 2001 e 2002. Foi em Canela, porém, que Cebolinha deu mais trabalho para a polícia e o Poder Judiciário: foram nove sentenças por roubos na região.

Seu crime de maior repercussão foi um sequestro-relâmpago de três turistas: um norte-americano e um casal de paulistas. O crime, ocorrido em 9 de abril de 2011, virou noticiário estadual. Na ocasião, Cebolinha rendeu as vítimas que tiravam fotos no Morro Pelado, no interior de Canela, e as obrigou a dirigir até uma agência bancária para sacar dinheiro.

Após as vítimas serem liberadas, um patrulheiro rodoviário estadual ligou para um dos celulares roubados e, se passando por um dos turistas, negociou a devolução dos objetos roubados por R$ 1 mil. Cebolinha foi preso em flagrante na tentativa de extorsão.

O criminoso, porém, não ficou muito tempo preso. Na condição de foragido, em setembro de 2011, Cebolinha cometeria outro sequestro em Canela, um roubo de carro em Cambará do Sul e seria preso após trocar tiros com policiais militares próximo à Estrada do Caracol. O assaltante foi transferido em junho de 2012 para cumprir pena em Caxias do Sul.


Ivan MoterFoto: Reprodução

Ivan Moter, 41 anos
Pena total: 76 anos e dois meses
Detento na Penitenciária Estadual de Caxias do Sul, no Apanhador

Ao contrário dos outros integrantes desta lista, Moter não possui diversas condenações. No primeiro semestre de 2009, o condenado mobilizou as forças policiais de Farroupilha numa sequência de abusos que ficaram conhecidas como o motoqueiro estuprador. Durante a investigação policial, Moter foi reconhecido por 19 vítimas de estupros ou tentativas do crime.

Os relatos da época apontavam um motoqueiro armado que obrigava mulheres a subir na garupa de uma motocicleta vermelha e abusava delas. O criminoso utilizava capacete verde e óculos escuros. Os relatos recorrentes mobilizaram a Brigada Militar, e o estuprador foi preso em 29 de junho.

Na ocasião, policiais militares desconfiaram de um motoqueiro que trafegava pela estrada para Caravaggio, no bairro Cinquentenário. Moter fugiu em direção a Bento Gonçalves e foi perseguido. Como não conseguia despistar os PMs, Moter sacou um revólver e disparou. Os policiais revidaram e, na sequência, prenderam-no em flagrante. Foram apreendidas uma motocicleta vermelha Titan com duas placas, uma sobre a outra, o revólver calibre .38, fitas possivelmente utilizadas para amarrar as vítimas e quatro camisinhas.

Na delegacia, durante a tarde, Moter foi reconhecido por ter praticado nove crimes sexuais em três anos. O número de vítimas aumentou durante a investigação policial, totalizando 19 reconhecimentos. Cinco anos depois, em novembro de 2014, Moter foi condenado em primeira instância a 139 anos e 10 meses. Após recurso da defesa, a sentença foi reduzida para 44 anos e 5 meses, referentes aos delitos sexuais, e mais 27 anos e um mês por roubo, porte ilegal de arma, receptação e adulteração de veículo.

 
 
 
 
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