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Após 26 dias25/06/2018 | 15h32Atualizada em 25/06/2018 | 15h58

Morre narcotraficante baleado por policiais em São Marcos

De acordo com as polícias Civil e Federal, Mulita trazia drogas do Paraguai para abastecer a Serra

Morre narcotraficante baleado por policiais em São Marcos Daniela Xu/Agencia RBS
Ariovaldo Bopsin da Silva, o Mulita Foto: Daniela Xu / Agencia RBS

Morreu na manhã desta segunda-feira, o narcotraficante Ariovaldo Bopsin da Silva, o Mulita, 44 anos.  Ele havia sido baleado no dia 30 de maio durante uma busca da Polícia Civil em São Marcos, e estava internado na Associação Hospitalar Vila Nova, em Porto Alegre. Na época, Bopsin possuía dois mandados de prisão e teria sacado uma pistola 9mm contra os policiais, que reagiram.

O confronto ocorreu com agentes da Delegacia de Entorpecente Furtos Roubos e Capturas (Defrec), de Caxias do Sul, que monitoravam os passos do foragido há semanas. Conforme o delegado Adriano Linhares, Ariovaldo era alvo de um mandado de prisão preventiva, expedido pela 5ª Vara Federal de Foz do Iguaçu (PR), e o outro para comprimento de sentença penal condenatória, pela 1ª Vara de Execuções Criminais de Caxias do Sul.

Tráfico internacional e fuga da cadeia

 Apesar de possuir apenas uma condenação de quatro anos de reclusão — por porte ilegal de arma em 2010 —, Mulita era considerado um dos principais traficantes da Serra. Em 2011, uma investigação sobre ele resultou em 62 pessoas indiciadas. O esquema foi mapeado a partir do depoimento de presidiários e identificou traficantes de Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Farroupilha, São Marcos e Vacaria que adquiriam drogas do chefe da organização. 

No comando da quadrilha, de acordo com a investigação da época, Mulita contava com o irmão Antônio Volni Topsin da Silva. Os entorpecentes eram "importados" do Paraguai e chegavam à Serra em carros de passeio.

Este tráfico internacional dos irmãos Bopsin seria novamente mapeado em 2016, durante a Operação Decode da Polícia Federal (PF). Aquela investigação iniciou após a fuga de Mulita, junto com outros dois apenados, do Presídio Regional de Caxias do Sul. Um outro detento gravou, com um celular, os três criminosos escalarem o muro da cadeia com o apoio de uma corda feita de lençóis.

Bopsin e Everton Ribeiro Zotti seriam recapturados em fevereiro durante a investigação do assalto a um hotel de Florianópolis. De acordo com o delegado Noerci da Silva Melo, Bopsin estava praticando roubos para conseguir dinheiro para comprar drogas no Paraguai e vender na Serra Gaúcha. Como Mulita no estado vizinho, o irmão Antônio gerenciava a distribuição do entorpecentes em solo gaúcho e, assim, também foi preso.

A Operação Decode também sequestrou bens do grupo — três casas em Caxias, além de três apartamentos e uma casa em Florianópolis — que teriam sido adquiridos com o dinheiro do tráfico.

Início como assaltante

O monitoramento policial sobre Mulita, porém, é ainda mais antigo. Em 2007, ele foi indiciado como membro do grupo conhecido como Quadrilha da Van. A quadrilha ficou conhecida assim por utilizar esses veículos para arrastar caixas eletrônicos para fora de agências bancárias. Quem também fazia parte daquele bando era Elisandro Rodrigo Falcão, que chegou a ser considerado o foragido número 1 do Rio Grande do Sul e morreu após um assalto a uma fábrica de joias em 2012.

O inquérito policial sobre a Quadrilha da Van possuía mais de 743 folhas, dividas em quatro volumes, com provas e indícios da participação de 16 pessoas no bando que, durante nove meses, protagonizou violentas ações em diversos municípios da Serra . 


 
 
 
 
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