Polícia Civil prende homem indiciado por duplo homicídio com incêndio em Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro
 

Em Flores da Cunha16/05/2018 | 17h08Atualizada em 16/05/2018 | 18h57

Polícia Civil prende homem indiciado por duplo homicídio com incêndio em Caxias do Sul

Investigação comprovou que a execução foi a mando de uma facção

Polícia Civil prende homem indiciado por duplo homicídio com incêndio em Caxias do Sul Polícia Civil / Divulgação/Divulgação
Foto: Polícia Civil / Divulgação / Divulgação

A Polícia Civil esclareceu mais um duplo homicídio relacionado a disputa pelo tráfico de drogas da zona norte de Caxias do Sul, ocorrida no segundo semestre de 2017. A conclusão da investigação foi divulgada na tarde desta quarta-feira após a prisão de Evandro Dagort, 28 anos. Ele foi indiciado, junto com o já recolhido Diogo Andrade de Matos, 19, pelas mortes de Alex de Jesus e Wiliam Alves Pontes no bairro Vila Ipê.

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De acordo com o delegado Rodrigo Kegler Duarte, da Delegacia de Homicídios, os investigados são membros da ramificação caxiense de uma facção criminosa da Região Metropolitana e o ataque tinha por intenção extinguir um ponto de tráfico do grupo rival.

— As evidências são contundentes. Está bem comprovada a questão da traficância e a participação de ambos (Matos e Dagert) nesta facção.

O mandado de prisão preventiva foi cumprido em Flores da Cunha, onde Dagort cumpre prisão domiciliar em razão de uma condenação por roubo. Matos foi notificado da nova ordem de prisão na Penitenciária Estadual na localidade do Apanhador, onde está recolhido preventivamente em razão das mortes de William Edemilson de Oliveira e Andrei Silveira dos Santos no bairro Cânyon, também na Zona Norte. 

— As duas execuções têm um modo de operação iguais e foram realizadas com dois dias de diferença, o que nos mostra o modo de ação (da facção) na época. A organização tinha membros específicos para cometer os homicídios — ressalta o delegado Duarte.

Pelo crime no bairro Vila Ipê, Dagort e Matos foram indiciados por organização criminosa e por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, uso de fogo e recurso que dificultou a defesa da vítima. Eles foram reconhecidos por testemunhas do crime. A Polícia Civil não conseguiu identificar os outros dois criminosos envolvidos na execução.

Relembre o caso

Alex de Jesus, 31, e Wiliam Alves Pontes, 19, estavam em uma residência da Rua Antônio Andrighetti, no bairro Vila Ipê, que foi atacada por quatro homens armados na manhã do dia 7 de novembro de 2017. Os criminosos estavam vestidos com calças pretas e camisetas com logotipo da Polícia Civil. As vítimas foram executadas com diversos tiros e, na sequência, os criminosos atearam fogo na casa de madeira. 

No momento do ataque, um menino de cinco meses estava dentro da residência. A criança foi salva pela avó, que entrou na casa em chamas. A idosa sofreu queimaduras de 2º grau.

Sobre o duplo homicídio no Cânyon, ocorrido no dia 5 de novembro do ano passado e que também teve incêndio, Matos foi denunciado pelo Ministério Público (MP) junto a Guilherme Corso Ferreira, 19, e Tailesson Dionei Brito da Silva, 23, conhecido como Melara. Conforme a investigação policial, a execução foi ordenada por Rodrigo Palhano, 32 anos, que está recolhido ao sistema penitenciário desde 2001 e possui uma pena total de 43 anos e 7 meses.

 
 
 
 
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