Frei Jaime: a necessidade de perdoar está ligada com a felicidade - Pioneiro

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Opinião19/10/2020 | 07h58Atualizada em 19/10/2020 | 07h58

Frei Jaime: a necessidade de perdoar está ligada com a felicidade

O orgulho ferido tem provocado distanciamentos e impedido a construção do perdão

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! O amanhecer chega de mansinho e anuncia uma nova semana de atividades e compromissos... Que a paz seja a companheira do cotidiano e que a paciência possa garantir a persistência... Vamos que vamos... Viver é um ato de grandiosidade e de amor! Boa semana! 

"Pelo seu bem é melhor perdoar. Aceite e siga adiante." (Shmuel Lemle). 

O ser humano, direta ou indiretamente, está sempre em contato com outras pessoas, estabelecendo parcerias, criando laços e trocando afetos. O fato de existir uma diferença peculiar entre todos, enriquece o entrosamento, mas pode criar algumas arestas. A necessidade de perdoar está intimamente ligada com a felicidade. Somente quem se esforça em dar o perdão é capaz de provar o incrível sabor de ser feliz. O orgulho ferido tem provocado distanciamentos e impedido a construção do perdão. Sim, o ato de perdoar é uma construção que contempla diferentes etapas. Logo após o fato ter acontecido, a decisão é não perdoar de jeito nenhum. 

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Com o passar dos dias, a dor vai experimentando uma maior calma e um certo conforto; a ferida começa a cicatrizar quando o pensamento cria intervalos de esquecimento. O tempo é um ótimo medicamento, mas é necessário elaborar a decisão de perdoar. Uma pessoa machucada está cheia de argumentos para sustentar o rompimento do afeto. E não são poucos os fatos que machucam e, às vezes, até roubam o chão da existência. 

Porém, é melhor perdoar, afinal cada um é responsável pelo seu próprio bem. Sentir-se dolorido é normal, mas estacionar na dor acaba sendo uma escolha, que dificulta a superação do ocorrido. É evidente que o afeto não será mais o mesmo, nos primeiros tempos. Porém, mesmo que lentamente, a aceitação do fato e a compreensão do contexto são capazes de inspirar a continuação da caminhada. Não são poucos os casos em que uma grande dor transformou e confirmou um grande amor. 

Quem aceita e segue em frente, sofre menos e não gasta energias excessivas com aquilo que não pode ser apagado do currículo pessoal. Talvez o foco não seja somente o perdão, mas o amor. Pois, quem ama perdoa, mesmo que demore um pouco. 

Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!

 
 
 
 
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