Sociedade por João Pulita - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

SOCIAL29/05/2020 | 06h10Atualizada em 29/05/2020 | 06h10

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta sexta-feira!

Sociedade por João Pulita Flávia Bernardi / Divulgação/Divulgação
Sabine Schüür celebrou a data querida no Balen Bistrô e Galeria de Arte, sábado, e contou com as atenções de seu marido, Fabrício Bernardi Foto: Flávia Bernardi / Divulgação / Divulgação

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Brasilidade

O Bar do Luizinho, fundado em 1998 por Luiz Édio Francisco dos Santos e sua esposa, a cozinheira Solange Godoy dos Santos completou, no último dia 26, 22 anos de fundação da casa. O local, hoje com o apoio jovem dos filhos do casal, Leonardo e Letícia Godoy dos Santos, é ponto de referência do espírito da gastronomia e da música brasileira. Leonardo, graduado em Administração de Empresas pela UCS, em 2011, depois de uma viagem por Portugal, Espanha, França e Inglaterra, lugares em que circulou por um período de seis meses, foi o mentor em transformar o local em seu retorno. Saudoso da essência nacionalista, reformulou a propostas do boteco do pai e, atualmente, o espaço serve de palco para revelar nomes do samba e do pagode da Serra gaúcha. O bar é o resultado de um conjunto de experiências e conceitos que mantém as origens, como as tradicionais feijoadas, cardápio servido todo o último sábado do mês antes da pandemia da Covid-19. Hoje o endereço atende em modo delivery.

Leonardo Godoy dos Santos, o gestor do Bar do Luizinho, terça-feira, quando comemorava com a família os 22 anos de fundação da casa Foto: Ana Salvi / Divulgação

Exibição

Em 2011, a direção da Dell Anno abriu seu parque fabril para um desfile da coleção Reinaldo Lourenço exibindo ao mercado a primeira superfície de moda assinada para o mobiliário planejado. Neste 2020, diante dos impactos da pandemia da Covid-19, a marca novamente sentiu-se desafiada a se reinventar. Na quarta-feira à noite, a Dell Anno desvendou a Coleção Manifesto e o novo showroom, por meio de uma transmissão via Instagram, conectando o Brasil e a Itália, berço do design. No primeiro ato, a fábrica foi pano de fundo para uma mensagem de otimismo. O evento seguiu com intervenções de Beth Venzon e na sequência o diretor de marketing, Edson Busin, apresentou a concepção da campanha, com projeções incluindo temas como Moda, Gastronomia, Design e Arte, nas vozes de Lilian Pacce, David Hertz, Pedro Franco e Arthur Lescher. O gerente de desenvolvimento de produto, José Ferro, mostrou a materialização do conceito. O encontro teve a participação do pianista Rodrigo Soltton.

O criativo e inquieto diretor de marketing da Dell Anno, Edson Busin, e o sucesso do novo showroom da grife de móveis Foto: Roberto Majola / Divulgação
O gerente de desenvolvimento de produto da Dell Anno, José Ferro brilhou, quarta-feira, durante a apresentação da Coleção Manifesto Foto: Roberto Majola / Divulgação

.

Eu, o lugar e o imaginário!

Eliseu Francisco da Silva JuniorFoto: Ana Salvi / Divulgação

Eliseu Francisco da Silva Junior, 23 anos, filho de Eliseu Francisco da Silva e Elenice Terezinha Lima da Rosa, profissional de Design de Moda, graduado pela UCS em 2019, com direito a uma notável menção honrosa no 40º Prêmio UCS/Sultextil e vencedor do 16º Concurso UCS/Cootegal de Design. Nascido em Caxias do Sul, este brilhante capricorniano atua como assistente na gestão de negócios de uma grife com origem gaúcha e de projeção no mercado internacional, direção criativa e consultorias nas áreas de comunicação, moda e visual merchandising. Confira o que vai na mente de Eliseu, quem apresentamos nesta sexta-feira!

Qual sua lembrança mais remota da infância? Quando eu quebrava os brinquedos que ganhava. Geralmente eram carrinhos ou bonecos de meninos, pois eu nunca tive interesse neles. Eu queria fazer roupa para bonecas. O sabor é a transgressão, mesmo na época não sabendo seu significado. 

O que é ter estilo? É viver! Penso que para ter estilo basta estar vivo. Todos temos uma essência única que vai além da estética. 

A melhor invenção da humanidade? Oito horas de sono, é realmente uma invenção. Será que alguém consegue? 

Qual a passagem mais importante da tua biografia e que título teria se fosse publicada? Minha eterna busca por amadurecimento e transformação. Desde criança sou maduro, comecei a trabalhar muito cedo e enfrentei muitas situações que me fizeram crescer. E acredito que isso nunca se encerra. É um processo contínuo de aprendizados. E o título seria: O Poder do Autoconhecimento.

Isabella Corá Necchi veste DystopiaFoto: Ana Salvi / Divulgação

Qual é a sua história com a moda, como começou e por que decidiu seguir esse caminho? Costumo dizer que não fui quem escolheu a moda, mas ela me escolheu. Foi um conjunto de fatos desde a infância que me levaram para esse rumo e não sei dizer exatamente quando começou. Sei do momento em que me dei conta, que foi quando ingressei no curso de Publicidade e depois do primeiro semestre me perguntei - Mas que diabos eu estou fazendo aqui? - e desde então a moda é a minha vida. 

Quais os seus trabalhos ou projetos preferidos? Me orgulho de todos, porque sempre coloco muito amor em todos eles. Atualmente dedico atenção especial pelo meu TCC e em como ele foi um marco no meu amadurecimento profissional. 

Como foi o processo criativo e pesquisa para a elaboração da coleção Dystopia, que foi tema do seu projeto de graduação e que te consagrou com uma menção honrosa? Foi bem louco. A minha mente viaja por lugares que nem sei como ela pode chegar. No TCC me permiti realmente me soltar e criar uma historia na qual me inspiraria e isso me proporcionou ainda mais liberdade. O problema disso é que você não sabe quando parar, quer sempre fazer mais e mais. Sempre afirmo que a minha bagunça é organizada e tudo dá certo no final.  

Quais são as suas referências na área? Como criador tenho uma verdadeira obsessão por Martin Margiela. Tanto ele como suas criações são enigmáticas e imprimem grandes reflexões para moda e amo quando ela ultrapassa o visual e passa a influenciar um pensamento crítico. Margiela faz isso muito bem. Quando se fala em branding uma grande referência para mim é a marca Patagonia, com suas iniciativas de sustentabilidade, mas muito mais que isso por traduzir o verdadeiro conceito de Human Brand. E uma persona que tem sido uma influência desde o meu TCC é a Salvia (@salvjiia). Ela é algo de outro mundo que mistura moda, artes visuais e performance. É estranhamente lindo na minha percepção. E amo o estranho. Tudo o que gera incômodo ou inquietação sempre me motiva a questionar e compreender. 

Busca estabelecer relações no seu trabalho com outras áreas, como design, arquitetura e arte? Na minha percepção, muitas dessas áreas andam juntas. São os pilares da marca em que trabalho hoje, sempre busco incorporar os três conceitos nos meus projetos. 

Como funciona o seu processo criativo, desde a pesquisa até a concepção dos modelos? É uma bagunça, não existe uma regra ou receita a seguir. Cada projeto é diferente e realmente prefiro assim. A pesquisa é sempre um momento que amo, ás vezes ela me leva tão longe que nem lembro qual era o tema inicial e isso me ajuda a ir além do óbvio. Sou muito visual então sempre gosto de esboçar com desenhos e confesso que tenho muito apreço por esses croquis. Não curto a ideia de finalização, pois quando se deixa algo a fazer sempre pode se incrementar. Gosto muito de desenvolver propostas interativas e multifuncionais para que cada um, ao vestir, possa ter a sua própria interpretação. 

Como enxerga a cena de moda contemporânea no Brasil? Já diz o meme “O brasileiro precisa ser estudado.” O Brasil é um dos países com maior potencial criativo que conheço e de possuir a capacidade em solucionar as mais inusitadas situações. Amo a cena jovem atual. A Casa de Criadores, por exemplo, é um enorme fomento de pessoas incríveis e tive a oportunidade de conversar e trabalhar com alguns dos destaques deste evento dedicado a novos talentos. É incrível ver a moda brasileira tomando um caminho contemporâneo e totalmente não-ortodoxo, que vai na contramão do que acontece lá fora e cria uma identidade própria. 

Croqui da coleção KARA.RAÔFoto: Arquivo Pessoal / Divulgação

O que pode compartilhar a respeito da sua trajetória na graduação? Me formar em moda foi uma verdadeira realização. A minha vida foi uma escadaria íngreme e cada experiência que tive foi um degrau. Comecei dobrando roupas em loja, depois fazendo vitrines e então cheguei à universidade que com certeza foi o ponto mais alto e desafiador. Em quatro anos aprendi e desenvolvi coisas que nunca imaginaria ser capaz e até hoje parece um sonho para o menino que fazia roupas de bonecas. Não foi fácil, nem sempre divertido, ás vezes até frustrante, mas ao fim da trajetória me trouxe um grande orgulho. 

Quais conselhos daria para quem quer ingressar nessa profissão? Ser criativo e persistente! Pode não ser da primeira vez que tudo vai dar certo, mas é com os erros que aprendemos e crescemos.  

Quais são os seus planos para o futuro? Estou pensando em um mestrado. A ideia de dar aulas me soa muito bem para o futuro. Tenho tido algumas experiências na criação de um conteúdo mais educativo e com a intenção de informar sobre o que é moda, estou amando ver que as pessoas gostam da minha visão sobre o tema. Tudo começou como um passatempo no TikTok por conta da quarentena e aqui estou produzindo conteúdo para os seguidores. É muito legal receber feedbacks da galera que me envia mensagens contando que meu trabalho as inspira e que sou um motivador.  

Como lidar com bloqueios e se manter criativo na atual situação mundial? Ainda não descobri. Ser criativo está muito ligado em experienciar, isso não significa que a internet proporcione essa vivência. Mas penso que esses bloqueios ocorram, principalmente, em momentos como hoje. Quanto mais liberdade se dá a um criador, mais longe ele vai, então é frustrante quando precisamos redimensionar o espaço e lidar com as paredes de casa. Bloqueios são como crises, ás vezes precisamos passar por eles e refletir sobre o porquê disso e tirar as melhores soluções e as ideias mais inovadoras. 

Qual a importância da sustentabilidade nesse meio? Extremamente importante. Pensar na sustentabilidade deve ser a prioridade não só na moda, mas, em todos os seguimentos em que possa ser aplicada.

Quais músicas não saem da sua playlist? Sou fã de pop sintético, então as novas músicas da Lady Gaga, Carly Rae Jepsen e Rina Sawayama estão no repeat. Gosto muito de R&B, Kali Uchis e Tinashe. 

Uma qualidade: persistência.

Uma palavra chave: criatividade.

Bárbara Diehl veste "A língua sem arcaísmo, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos." Foto: Ana Salvi / Divulgação






 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros