Havia uma demanda reprimida por esse tipo de empreendimento que provocou a corrida à Havan? - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Caixa-Forte02/05/2019 | 08h00Atualizada em 02/05/2019 | 08h00

Havia uma demanda reprimida por esse tipo de empreendimento que provocou a corrida à Havan?

Muita gente questiona: por que o público serrano andava tão receoso em comprar e agora abriu a mão?

Havia uma demanda reprimida por esse tipo de empreendimento que provocou a corrida à Havan? Divulgação/Havan
Foto: Divulgação / Havan

Desde que a Havan abriu as portas em Caxias do Sul, no último sábado, os motoristas que passam pela RSC-453 ficam impressionados com o volume de pessoas circulando com sacolas a tiracolo. Nos primeiros dias, pacotes grandes contendo edredons chamavam a atenção. Nesta quarta-feira, houve uma pausa por conta do feriado, mas a cena deve se repetir a partir desta quinta-feira.,

Sim, é verdade, a rede de departamentos Havan, com sede em Santa Catarina, agrega à marca algo chamado marketing, tendo como garoto-propaganda seu proprietário, Luciano Hang, e seus notáveis amigos políticos e apresentadores de televisão. 

Mas, mesmo assim, a despeito da curiosidade que a grife desperta, do grande elenco de produtos e de promoções que atiçam o interesse de compra, muita gente pergunta à colunista: por que o público serrano andava tão receoso em comprar e agora abriu a mão?

Isso é uma constatação verídica. Após a crise econômica que assolou a Serra Gaúcha, a indústria esboçou reação, porém, o comércio tem demorado a engrenar. Lojistas locais consultados pela coluna confirmam que, após a retração econômica dos últimos anos, o consumidor ficou mais consciente para comprar.  Pesquisa muito e adquire pouco. Muitos só pagam se for à vista, evitando parcelas a longo prazo no cartão de crédito, sob o risco de descontrole do orçamento.

Tanto que é comum ver consumidores circulando por shoppings sem sacola alguma na mão. Passeiam, vão ao cinema, fazem refeições, mas adquirir em lojas nem sempre é uma realidade.

Mas, então, havia uma demanda reprimida no mercado serrano por esse tipo de empreendimento que provocou essa corrida à Havan?

É uma resposta complexa, mas sabe-se que a conjunção de fatores como ofertas, marketing assertivo, novidade e admiração pelo empresário levou uma legião de consumidores a abrir o bolso e buscar a experiência de adquirir e enfrentar filas na Havan Caxias. No final de semana de estreia, 80 mil pessoas motivaram-se a ir até a megaloja de R$ 11 milhões, enfrentando um trânsito conturbado, mas a sensação de economia também prevalecia. 

O cliente quer ser instigado a viver uma experiência, em todos os sentidos, em todos os setores. Isso o encoraja a mudar sua postura cautelosa para arrojada. É um case a  ser estudado por especialistas em marketing. 

A acompanhar se essa febre inicial encontrará sustentabilidade a longo prazo.

Leia mais:

 Salários dos trabalhadores continuam baixos

 Fabricante de churrasqueiras de Caxias mira o mercado norte-americano

 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros