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Controle13/02/2019 | 07h00Atualizada em 13/02/2019 | 07h00

Cinco anos após prefeitura anunciar remoção de pombos, aves permanecem em grande número no centro de Caxias

Plano inicial de realocar animais foi frustrado por medida judicial

Cinco anos após prefeitura anunciar remoção de pombos, aves permanecem em grande número no centro de Caxias Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS
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Cinco anos se passaram desde que a prefeitura de Caxias do Sul anunciou, pela primeira vez, a intenção de remover os pombos da Praça Dante Alighieri. Em fevereiro de 2014, a Secretaria do Meio Ambiente (Semma) articulava contratar empresas para análise ambiental e elaboração de um projeto de realocação das aves. Ações até chegaram a ser encaminhadas e, no avanço mais concreto, a prefeitura confirmou o início do processo de transferência dos animais para novembro de 2017. O procedimento, entretanto, foi suspenso por decisão judicial. 

Hoje, quem passa pela principal praça da cidade não vê diferença do cenário de cinco anos atrás: as pombas seguem circulando, e dona Idiati Macan, a eterna defensora das aves, alimentando-as.

Para frequentadores assíduos do Centro, a situação não incomoda. Pelo contrário: todos os abordados pelo Pioneiro afirmam ter se acostumado com a presença dos animais.

— Elas (as pombas) podem até incomodar algumas pessoas e fazer sujeira, mas é da natureza, não podemos evitar, temos que conviver — comentou Renildo Macedo Padilha, 56 anos.

—  Não tenho problema com os pombos. Não tem que se livrar deles. Dizem que passam doenças, mas nunca vi ninguém doente por isso. E se for por passar doença, cachorro, gato e humanos também passam — defende Regeane Tyburske, 24 anos.

Segundo estudo feito pela prefeitura, as praças Dante Alighieri, João Pessoa e a da Bandeira concentram cerca de 5 mil pombos. A grande oferta de alimento faz, conforme o poder público, que a reprodução das aves aumente de duas anuais, que seria o normal, para seis vezes por ano. 

—  Se a população não se conscientizar que não se deve alimentar os pombos, o número de animais continuará a aumentar — alerta a veterinária e diretora do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal da Semma, Marcelly de Souza Paes. 

Campanha prossegue

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 06/02/2019Pombos no centro da cidade. (Lucas Amorelli/Agência RBS)
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

A Semma nega que haja proibição legal ou judicial para a remoção dos pombos. Conforme Marcelly, o que ocorreu foi um acordo a partir de ação judicial proposta pela Sociedade Amigos dos Animais (Soama), que pedia a suspensão da retirada das aves da praça. 

A partir dos termos, conforme a Semma, foi autorizada a execução do plano de ação que existe hoje. No ano passado, foi lançada uma campanha de conscientização com instalação de placas orientando sobre a proibição de alimentar as aves. Essa seria uma primeira etapa de um projeto dividido em três fases. Na segunda, estaria prevista a intensificação de fiscalização e aplicação de multa a quem for flagrado alimentando pombos. O valor da autuação previsto em legislação é de cerca de R$ 330. Por último, foram coletadas fezes dos pombos para análise laboratorial e posterior elaboração de ações de controle e conscientização. 

— Estamos no aguardo dos resultados das amostras das fezes para projetar outras ações — afirma Marcelly.

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