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Partidos 24/11/2018 | 08h30Atualizada em 24/11/2018 | 08h30

Mirante: Rede sente reflexo do fraco desempenho nas eleições

Elo Executivo foi dissolvido, Vitor Hugo Gomes deixou comando e Antioco Sartor é o coordenador 

Mirante: Rede sente reflexo do fraco desempenho nas eleições Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Antioco Sartor passa a ser o coordenador-geral e fala da necessidade de o partido fazer autocrítica Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Passadas as eleições, já estão sendo sentidos os reflexos nos partidos. Depois do PDT de Caxias do Sul, em que o ex-prefeito Alceu Barbosa Velho deixou o comando da sigla, agora é a vez da Rede Sustentabilidade. Em reunião na noite de quinta-feira, foi dissolvido o Elo Executivo. O ex-candidato a prefeito pela Rede em 2016, Vitor Hugo Gomes, deixou a função de porta-voz. 

A coordenação geral da Rede em Caxias, até março, ficará a cargo de Antioco Sartor. Com isso, retorna ao comando a ala de Vinicius Passarela, que foi fundador do partido na cidade, e de seu pai, o ex-vereador Deoclécio da Silva. 

A também porta-voz Nair Fonseca Chaves desfiliou-se do partido, bem como Odir Ferronatto. Os filiados que se mantêm — são cerca de 200 — aguardam a decisão sobre o futuro. Enquanto isso, foi aprovada a denominação do grupo como Rede Esperança. Depois do fraco resultado na disputa de outubro, em âmbito nacional a Rede avalia a fusão com PPS e PV.

A Rede em Caxias apoiou a candidatura do PSDB para deputada federal, a vereadora Paula Ioris, depois de o TRE indeferir o registro de Reginaldo Bacci. Além disso, o Elo Executivo apoiou para deputado estadual Rogério Ceratti, da Rede de Porto Alegre, enquanto o grupo de Passarela lançou uma candidatura local, Greice Rangel.

O partido da ex-candidata à Presidência Marina Silva foi um dos barrados pela cláusula de desempenho nesta eleição (14 siglas foram atingidas). Não elegeu o número mínimo de deputados federais, perdendo o fundo partidário e a propaganda de rádio e TV a partir de 2019.

Problema sério

O novo coordenador da Rede, Antioco Sartor (foto), 68 anos, diz que o partido tem que fazer a autocrítica sobre a perda de votos. Ele admite que o apoio a um nome do PSDB gerou um problema sério. E, a exemplo de Caxias, se ocorreu em grande escala, o partido tem que tomar novos rumos.

— Estou aí para ajudar a consertar — diz.

Ele tem 52 anos de militância política.

Sobre o partido ter apoiado Paula, ele diz que foi resultante da aliança estadual, pelo compromisso com Eduardo Leite (PSDB) na disputa ao governo do Estado.

— Eles (Vitor, Ferronatto e Nair) achavam que tinham o direito de dar apoio à Paula. Nossa ala não aceitou — conta Sartor. 

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