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SUS16/05/2018 | 14h22Atualizada em 16/05/2018 | 14h22

Farroupilha estuda protocolo padrão no atendimento médico na rede pública

Objetivo é reduzir pedidos de exames mais caros sem que outros meios tenham sido esgotados

Farroupilha estuda protocolo padrão no atendimento médico na rede pública Adroir Fotógrafo/Prefeitura de Farroupilha
Ideia é reforçar que investigação inicial seja mais eficiente, conforme secretária Foto: Adroir Fotógrafo / Prefeitura de Farroupilha

A Secretaria da Saúde de Farroupilha tem se reunido com médicos que atuam na rede pública para estabelecer um protocolo padrão nas consultas iniciais e, com isso, evitar pedidos de exames mais complexos e caros. A ideia, conforme a secretária Rosane da Rosa, é reduzir gastos com casos em que a investigação inicial não foi feita de forma eficiente por outros meios, como a conversa do médico com o paciente ou exames mais simples.

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Esse protocolo tentará evitar o encaminhamento a médicos especialistas sem necessidade. Apesar disso, Rosane garante que não haverá burocratização no atendimento. Conforme a secretária, a medida deve reduzir a fila de espera para quem realmente precisa. Ela conta que a Secretaria identificou, por exemplo, que 80% dos exames de colonoscopia ou endoscopia tinham resultados normais. 

— Não é economizar. É utilizar bem os recursos — afirma.

Rosane diz que uma das dificuldades encontradas pelos médicos é o fato de que os pacientes exigem determinados exames. Por isso, considera que o protocolo é uma forma de explicar por que existe ou não a necessidade de se pedir determinado exame naquele momento do atendimento. Rosane explica que o controle de quais profissionais solicitam mais exames complexos ficou mais fácil com a informatização dos postos de saúde.

A liberação dos exames laboratoriais nas Unidades Básicas de Saúde também passou a ser controlada de maneira informatizada há cerca de 20 dias. As autorizações de exames de sangue e urina também começaram a ser feitas em três dias por mês: 1º, 11 e 21. 

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