"Minha bandeira é defender a agricultura familiar" diz deputado estadual - Pioneiro

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Entrevista de segunda19/02/2018 | 08h00Atualizada em 19/02/2018 | 08h00

"Minha bandeira é defender a agricultura familiar" diz deputado estadual

Elton Weber (PSB) demonstra vontade de voltar a concorrer ao cargo


Deputado estadual Elton Weber (PSB)
Foto: Marcelo Bertani / Divulgação

Natural de Nova Petrópolis, o deputado estadual Elton Weber (PSB) cumpre o último ano do seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa.
Neste período, dedicou-se, principalmente, aos temas da agricultura familiar, sua bandeira antes mesmo de ser eleito. Nesta entrevista, ele fala dos planos para 2018, entre eles, concorrer à reeleição. Confira:


Pioneiro: Como o senhor avalia seu mandato até agora? E o que o destaca?

Elton Weber: Estamos no primeiro mandato e, certamente, gostaríamos de ter feito mais coisas do que conseguimos fazer. O ritmo do Legislativo muitas vezes não é o mesmo ritmo das coisas normais. Antes, eu era presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado e as coisas se resolviam de forma mais rápida. Destaco a atividade sempre em prol e junto aos temas da agricultura familiar. Lutamos junto à área sindical e cooperativista, inclusive, presidimos quatro frentes parlamentares na Assembleia: do Cooperativismo, da Vitivinicultura e Fruticultura, da Silvicultura e também da produção de erva-mate. São temas que colocamos no centro das discussões do setor primário.
Conseguimos também aprovar algumas leis: uma colocando no calendário de eventos do Estado o Festival de Folclore de Nova Petrópolis, e a da região cervejeira do RS. Na semana passada, tivemos uma primeira conversa para incluir Caxias nessa região das cervejarias artesanais.
Destaco também a participação nas discussões no que tange à Reforma da Previdência, além de termos conseguido para a região emendas parlamentares juntamente com o deputado (federal) Heitor Schuch e trabalhar alguns projetos específicos na agricultura familiar, especialmente voltados à agroindústria familiar.  Em março teremos a primeira modificação, por meio de um decreto, da lei que muitas vezes burocratiza a questão da agricultura familiar.  

No que se avançou no controle de produtos comercializados em feiras do agricultor? 

Nós temos acompanhado de perto e quando a gente fala de controle dos produtos também tem a ver com a legislação. Muitas vezes, temos regras que olham mais para o tamanho do prédio onde o produto está sendo feito e às vezes não se analisa tanto a qualidade do produto final. Isso vem na mesma linha daquilo que eu comentava sobre a adequação que permita o agricultor vender o seu produto a partir da matéria-prima que ele mesmo produz, respeitando sempre a qualidade e as boas práticas. Nesse intuito, creio que avançamos bastante, até porque de vários anos para cá vemos eventos de municípios ou até feiras cada vez mais e a procura de agricultores em participar e vender os seus produtos diretamente ao consumidor ou a mercados específicos é maior.

Por que Caxias do Sul ficou de fora da Rota das Cervejarias Artesanais do RS?

Porque não manifestou interesse. Esse projeto foi debatido por um ano, sete municípios nos procuraram através dos seus empreendimentos cervejeiros para que isso fosse constituído. No final de 2016, protocolei o projeto de lei. Todo o ano de 2017 foi tramitado dentro da Assembleia. Inclusive, agregaram-se à proposta mais 15 municípios, num total de 22 no final. No período da discussão e apresentação do projeto de lei, o município de Caxias e os empreendimentos não se pronunciaram em participar. Agora, o presidente da Câmara de Vereadores, (Alberto) Meneguzzi nos convidou e estivemos lá (na Câmara). Certamente a partir do próprio interesse poderá se alterar isso, incorporar ou não. Na época, sete municípios com empreendimentos cervejeiros iniciaram a discussão e nos pediram a proposição do projeto. Até o final, somou-se mais 15 e vamos continuar ouvindo as comunidades que queiram também contribuir.

Por que o senhor votou pela adesão ao Regime de Recuperação Fiscal? 

O partido entendeu que deveria se posicionar favoravelmente ao projeto para que o Estado continue a discutir o Plano de Recuperação Fiscal, deixando muito claro de que essa não é uma votação final. Para o Estado aderir, certamente voltará à Assembleia. O próprio projeto diz que as questões referentes àquilo que deverá ser oferecido ou autorizado como garantias pelo Estado. Um exemplo prático disso é a própria questão das estatais que estão propostas.

O que ainda deseja fazer neste último ano de mandato? 

Continuarei defendendo os temas pertinentes à agricultura familiar, seja quando se tratar da questão de preços de produtos, junto com as entidades, como a Fetag, o setor sindical, o cooperativo, de empresas, buscando para que preços de produtos possam ser pagos ao agricultor e que cubram seus custos de produção e ele tenha resultado, o que não está acontecendo com o leite, por exemplo, um tema que nos preocupa muito, inclusive com a importação de outros países.
Os projetos que já temos encaminhados, vamos acompanhar o desenrolar deles, seja a questão da subcomissão das agroindústrias, da questão da rota cervejeira, vamos acompanhar e estarmos atentos às demandas pontuais que surgem na região. Além de entender que a nossa função também tem a ver com o meio rural, com a agricultura familiar.
Sou natural de Nova Petrópolis, vizinho de Caxias e, inclusive, tenho conseguido rotineiramente visitar os municípios e as entidades e ouvir as demandas sejam em qual for a área, envolvendo em muitos casos educação, saúde e segurança e demais setores.

O senhor concorre à reeleição ou tentará outro cargo?

A princípio, estou me colocando como pré-candidato, para isso ser definido pelo partido. Sou um pré-candidato a continuar mais um mandato.

O PSB já definiu sua estratégia para o governo do Estado? O que o senhor defende para a eleição deste ano? 

Até o momento, o próprio partido não têm uma definição tomada sobre esse assunto. Acredito que vá acontecer a partir de março, abril. Eu sempre defendi, embora dentro do partido a gente tem de conseguir materializar e estruturar isso, de quem sabe, termos uma candidatura própria num primeiro turno.
Para tanto, vamos ter de ver também as possibilidades de termos candidato a governador ou a vice. Se isso não for possível, acredito que iremos debater até o final do mês de abril se vamos coligar com algum outro candidato que se apresente. Mas a princípio sou sempre a favor de uma candidatura própria.

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