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Luto16/06/2017 | 17h13Atualizada em 16/06/2017 | 17h38

Toques de sirenes em fábricas da Marcopolo marcam fim do velório de Paulo Bellini

Homenagem foi definida pela família. Nas plantas de Caxias do Sul, funcionários foram liberados para acompanhar cerimônia

Toques de sirenes em fábricas da Marcopolo marcam fim do velório de Paulo Bellini Mauricio Tonetto/Agencia RBS
Unidade do bairro Planalto, em Caxias do Sul, estava vazia nesta sexta-feira. Funcionários foram ao velório do empresário Foto: Mauricio Tonetto / Agencia RBS

Uma cena incomum marcou o fim do velório de Paulo Pedro Bellini, presidente emérito da Marcopolo, morto na última quinta-feira em Caxias do Sul. Na unidade da empresa do bairro Planalto, uma sirene ecoou às 15h desta sexta-feira para anunciar o início da cerimônia de cremação do empresário. Não havia nenhum funcionário trabalhando.

O mesmo gesto foi repetido nas outras 16 plantas da Marcopolo: África do Sul (1), Argentina (2), Austrália (3), Caxias (3, contando com a Planalto),China (1), Colômbia (1), Egito (1), Espírito Santo (1), Índia (2), México (1) e Rio de Janeiro (1). Somente os trabalhadores de Caxias foram dispensados, e os demais interromperam momentaneamente as atividades em respeito a Bellini.

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De acordo com a assessoria de imprensa da Marcopolo, a homenagem "foi decisão da família porque ele era muito querido por todos os colaboradores". O velório começou às 15h de quinta-feira, no Memorial São José, em Caxias do Sul, e contou com a presença de mais de duas mil pessoas, de acordo com o Grupo L. Formolo. A cerimônia de cremação começou logo depois do velório, também em Caxias do Sul. Amigos de diversas partes do mundo fizeram questão de dar o adeus a Bellini pessoalmente. 

— Fui direto ao aeroporto de Santiago do Chile. Só deu tempo de tomar um banho em casa. Não existia a possibilidade de não homenagear o Paulo, companheiro de negócios e amigo de pescaria — disse Andres Novion, que representa a Marcopolo e outras empresas caxienses, como a Randon, em território chileno.

— Dos negócios surgiu uma amizade muito consolidada. Comemoramos os 90 anos da nossa empresa com uma festa na casa do seu Paulo, em 2015 — relembrou Pablo Nossar Lafluf, proprietário da Nossar Transporte de Passageiros, que enfrentou nove horas de viagem de Durazno, na região central da província uruguaia, até a Serra Gaúcha.

Pela manhã, a Marcopolo disponibilizou ônibus para levar os trabalhadores até o velório. Entre os amigos, estava o presidente da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais (Apadev), Claudio Biasio. A ligação de quase 30 anos com Bellini foi enraizada no envolvimentocom a causa da Apadev. Na década de 1990, Bellini pediu ajuda para erguer o prédio da entidade, que hoje é referência no atendimento aos deficientes visuais.

— Graças a ele, construímos o prédio em 11 meses. Depois, ele nos ajudou a manter o serviço funcionando. Era um entusiasta, ele deu vida ao meu sonho — define Biasio.



 
 

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